A paixão escorre pela boca como veneno,
cujo antídoto é vivê-la.
Porém, minha razão recusa-se a aceitar
o domínio da irracionalidade.
Sou mapeado pela razão,
mas há um estranho dentro de mim
que insiste em desejar.
Que abismo é sucumbir à razão.
Que sem alma sou,
por racionalizar a paixão.
Que comando é esse
que me faz rejeitar o veneno,
reprimir desejo,
reprimir raiva,
reprimir ardor,
reprimir insensato pudor.
Que louco não ser louca.
Que loucura ser sã.