Hoje terminei o meu primeiro estágio trabalhando com crianças. E que privilégio foi poder estar nesse lugar e aprender com profissionais tão incríveis. Mais do que isso, que honra poder impactar a vida das crianças com quem tive a oportunidade de criar vínculos.
Me despedir deixou um pequeno buraco no coração, que, com o tempo, vai se transformar em uma memória deliciosa — daquelas que a gente revisita com carinho e saboreia cada lembrança do que viveu. Mas, por enquanto, ainda dói. Dói cortar esses vínculos, perder esse contato tão especial com essas crianças.
Esse estágio não serviu apenas como aprendizado, embora tenha me ensinado muita coisa. Ele serviu como confirmação de algo que eu sempre sonhei: trabalhar com crianças.
sonhei, trabalhar com crianças. Estava conversando com a minha mãe sobre isso, e disse a ela que: eu já não tinha dúvida do que eu queria, mas agora eu tenho convicção. Parece um sentimento parecido, mas é completamente diferente do que eu sentia antes. Não afirmo que, necessariamente, vou trabalhar com crianças atípicas, mas sei que o meu chamado é estar no meio de crianças e adolescentes.
A maior razão pela qual escolhi a Psicologia foi o desejo de impactar uma família por meio de uma vida. E, nesses três meses de estágio, foi exatamente isso que pude fazer. Também tive o privilégio de ver outras profissionais fazendo o mesmo, transformando vidas todos os dias.
Que privilégio poder sentir, ainda que por um breve momento, o gostinho daquilo que vou fazer pelo resto da minha vida. É claro que tudo pode mudar. A vida é cheia de surpresas. Mas saber que, hoje, é isso que desejo seguir me traz uma paz imensa.
Nem todo mundo sabe, com tanta certeza, o que quer fazer da vida. No meu caso, sinto que sempre soube. Lá no fundo, essa paixão sempre esteve dentro de mim.
Sim, paixão.
Sou apaixonada pela forma como a Psicologia transforma vidas. E, mais do que isso, sou apaixonada pelo privilégio de fazer parte dessa transformação.