A Crônica de Akakor
(Álbum Conceitual)
ATO I — A DESCIDA DOS DEUSES
Na infância remota da humanidade,
Quando a floresta desconhecia a escrita,
Vieram das estrelas os antigos mestres,
Trazendo aos mortais uma ciência inaudita.
Desceram suas naves na selva profunda,
Seus olhos traziam a luz de outros sóis.
Fundaram Akakor nas terras antigas,
E transmitiram sua ciência aos primeiros heróis.
Nas tábuas sagradas gravaram a história
Dos mundos distantes e suas civilizações.
O povo aprendeu os segredos dos astros,
E os deuses estabeleceram suas tradições.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade nascida da luz ancestral.
Seus deuses chegaram de mundos distantes,
E à Terra legaram seu reino imortal.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade nascida da luz ancestral.
Seus deuses chegaram de mundos distantes,
E à Terra legaram seu reino imortal.
Desceram suas naves na selva profunda,
Seus olhos traziam a luz de outros sóis.
Fundaram Akakor nas terras antigas,
E transmitiram sua ciência aos primeiros heróis.
Nas tábuas sagradas gravaram a história
Dos mundos distantes e suas civilizações.
O povo aprendeu os segredos dos astros,
E os deuses estabeleceram suas tradições.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade nascida da luz ancestral.
Seus deuses chegaram de mundos distantes,
E à Terra legaram seu reino imortal.
ATO II — O IMPÉRIO DOS MESTRES ANTIGOS
Akakor floresceu durante milênios,
Seus templos guardavam a ciência sagrada.
Os mestres celestes guiavam seu povo,
E a paz parecia eternamente assegurada.
Nas câmaras profundas jaziam os livros,
Gravados em signos de origem celeste.
Os sábios estudavam os ciclos do mundo,
E a vida seguia seu curso terrestre.
Mas veio o anúncio da grande partida,
As naves aguardavam o instante final.
Os mestres deixaram seus filhos na Terra,
Prometendo um dia o retorno triunfal.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade guardiã do saber ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Deixando aos mortais seu legado imortal.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade guardiã do saber ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Deixando aos mortais seu legado imortal.
As naves sumiram na noite terrestre,
E o povo assistiu à partida de seus reis.
Nos templos ficaram as antigas promessas,
Inscritas nas pedras e nas sagradas leis.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade guardiã do saber ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Deixando aos mortais seu legado imortal.
ATO III — A GRANDE CATÁSTROFE
O firmamento adquiriu cores terríveis,
As águas invadiram os campos floridos.
Montanhas ruíram durante a tormenta,
E os templos ficaram reduzidos a escombros perdidos.
O fogo desceu sobre as antigas cidades,
O céu parecia uma fornalha fatal.
Os filhos dos deuses buscaram refúgio
Nas câmaras profundas da pátria ancestral.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade ferida na noite fatal.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Deixando seus filhos no caos ancestral.
Durante gerações viveram ocultos,
Distantes da chuva, das árvores e do luar.
Nas profundezas guardaram seus livros,
Esperando que a Terra pudesse despertar.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade ferida na noite fatal.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Deixando seus filhos no caos ancestral.
Quando voltaram à antiga superfície,
Encontraram florestas em lenta expansão.
As cidades dos deuses jaziam desertas,
E a selva recuperava sua antiga extensão.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade ferida na noite fatal.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Deixando seus filhos no caos ancestral.
ATO IV — AS GUERRAS DE AKAKOR
Os séculos trouxeram guerreiros estrangeiros,
E o sangue manchou os caminhos da história.
Akakor combateu numerosos invasores,
Defendendo nas selvas sua antiga memória.
Os povos lutaram por terras e rios,
Os mortos ficaram nos campos distantes.
Os sábios esconderam os ensinamentos sagrados,
Enquanto tombavam os antigos governantes.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade escondida na selva ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Seus filhos resistem à guerra mortal.
Vieram conquistadores de cruz e mosquete,
Trazendo doenças, cativeiro e ambição.
A floresta acolheu os últimos herdeiros,
Enquanto a conquista espalhava a destruição.
Akakor guardou seus caminhos secretos,
Protegidos por rios de curso traiçoeiro.
As antigas cidades permaneceram ocultas,
Longe da cobiça de qualquer aventureiro.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade escondida na selva ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Seus filhos resistem à guerra mortal.
ATO V — O ÚLTIMO TESTEMUNHO
No século das guerras e das grandes máquinas,
Soldados chegaram à floresta distante.
Buscavam os reinos que o mundo ignorava,
E a selva tornou-se sua última vigilante.
Nas câmaras antigas permaneciam os segredos,
Relatando a chegada dos seres celestes.
Os últimos sábios guardavam a memória
Das eras perdidas e dos antigos reis terrestres.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade perdida na selva ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Seus filhos conservam seu sonho imortal.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade perdida na selva ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Seus filhos conservam seu sonho imortal.
Um homem contou essa história extraordinária,
Das naves, das guerras, da antiga nação.
Falou das cidades ocultas na selva,
Dos conhecimentos sagrados e de sua tradição.
Na região do Brasil, do Peru e da Bolívia,
Akakor guardava seus mistérios milenares.
Escondida nas profundezas da Amazônia,
Longe dos invasores e de seus olhares.
O mundo escutou sua extraordinária história
De templos secretos e povos majestosos.
Mas Akakor continua escondida,
Protegida por rios e caminhos misteriosos.
Akakor, herança das estrelas,
Cidade perdida na selva ancestral.
Seus deuses partiram para mundos distantes,
Seus filhos conservam seu sonho imortal.
Akakor...