O relógio desperta e dita o compasso,
ele acorda correndo e acelera o passo
O café esquecido esfria na mesa,
enquanto a rotina devora a beleza
Pelas ruas da frente a massa caminha,
cada um isolado em sua própria linha
Ninguém vê o céu, ninguém nota a flor,
o foco do dia é o computador
A vida escorrega por entre os ponteiros,
são todos escravos de prazos ligeiros
E ao fim da jornada, cansaço profundo,
na pressa cega que move este mundo.
28/09/26