Um soneto cabe numa espera, isso você consegue de verdade. A liberdade de fazer como quer
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Um soneto cabe numa espera, isso você consegue de verdade. A liberdade de fazer como quer
Conteúdo da publicação
Quem poeta não espere ser vendido
“Nas bancas das melhores livrarias…”
Antes, de indiferença e bizarrias
Viva a sua carreira sem sentido.
Escreve, todavia, o verso havido
E não o encomendado a editorias.
Por ter, sem agradar às burguesias
A liberdade d'um desconhecido.
Se jamais s‘especula das tendências
Tampouco se iludia com audiências,
Como estivesse a falar em línguas mortas.
Deixará manuscritos na gaveta,
Enquanto o depreciam como esteta:
“Mais um escrevedor de rimas tortas…”
Belo Horizonte - 02 09 2026
Thoughts
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PermalinkDeixar os manuscritos na gaveta e não reclamar, bah, nem todo mundo aguenta esperar assim
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PermalinkUm soneto cabe numa espera, isso você consegue de verdade. A liberdade de fazer como quer
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PermalinkAquela parte de 'mais um escrevedor de rimas tortas' me fez pensar em como a gente que escreve porque quer escrever consegue ficar inteiro desse jeito, mesmo sabendo que a gaveta vai ser a primeira leitora. Aposto que depois de vinte e sete sonetos, isso deixa de doer!
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PermalinkAquela parte de deixar no silêncio em vez de pedir ao mercado. Tem dignidade nisso
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