O oito ou oitenta a minha avó falava de fogão e de gente, e só entendi hoje, lendo isso, que ela falava mais de gente!
Vivendo intensamente…
Pensamento
O oito ou oitenta a minha avó falava de fogão e de gente, e só entendi hoje, lendo isso, que ela falava mais de gente!
Conteúdo da publicação
Eu nunca soube sentir pouco…
em mim nunca encontrei o equilíbrio, e por vezes isso me desestabilizou.
Há um ditado antigo que fala: ou é oito ou oitenta… muitas vezes me vejo nele…
Se amo algo, amo muito, me entrego, me refaço e tento te dar o mundo mesmo que me destrua no processo…
Amar assim dói, pq nesses amores vejo que em em algum momento parei de me amar…
E não existe amor pelo outro se não há amor por si mesmo…
No fim pode ser só uma paixão / obsessão…
Também pode ser amor genuíno, mas ele se mancha no processo de encontrar o amor próprio…
E desse modo, apagasse aos poucos…
Se odeio algo, o rancor me engole, a raiva me refaz em algo que eu não sou… E me transformo em um poço de escuridão, engolindo todos aqueles que merecem e não merecem esse caos…
E por mais que corra atrás do perdão e do equilíbrio, por mais que negue pra mim mesma esse lado, e tente me enganar dizendo que está tudo bem, que passou, que confio… nada mais é do que uma mentira tentando se tornar verdade pela repetição, pq se eu disser várias vezes para mim uma hora vai se tornar verdade…
Mas o caminho não é esse reconheço, uma mentira nunca será uma verdade…
Se estou triste, estou muito triste… quero morrer a cada segundo… a depressão me paralisa e paro de enxergar tudo aquilo que consegui conquistar, todas as batalhas que venci, e toda a dor que consegui superar….
Eu me apago em meio a dor, e por mais que alguém venha trazer a luz ao meu caminho, é como se eu estivesse cega, e não há nada que o outro faça… pq sou eu que não consigo ver….
Sentir tudo intensamente é muito bom e muito ruim, é um paradoxo que nunca vou conseguir parar de ver…
Não sei ser vazia, não sei ser superficial, tudo o que eu falo, que eu sinto é genuíno e intenso…
Mas dói muito ser assim, porque o mundo é cruel demais…
E a vida até hoje já foi tão difícil…
Essa batalha em mim está me corroendo…
sentir ou não sentir…
ser intensa ou ser vazia…
eu n sei o que fazer, vejo que o meio termo é necessário…
Mas nunca consegui aplicar na minha vida…
É bom reconhecer essa intensidade, pq a partir dela posso tentar encontrar freios já que não sei ser rasa…
Mas vou aprender a permear nos dois mundos…
Thoughts
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PermalinkO oito ou oitenta a minha avó falava de fogão e de gente, e só entendi hoje, lendo isso, que ela falava mais de gente!
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PermalinkLi devagar, do jeito que se lê carta de alguém de casa. O poço que engole quem merece e quem não merece foi a imagem em que mais fiquei, voltei nela duas vezes. Reparei que a última linha está no futuro. Sem conselho nenhum da minha parte, só queria que soubesse que li inteiro.
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PermalinkTem um garoto de quinze no meu time que joga do jeito que você descreve o amar: ou entra com o corpo todo ou não entra. Quando erra, some três dias. Na quarta volta e faz o jogo do mês. Li isso pensando nele, na parte de se entregar mesmo que destrua.
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PermalinkCinquenta e dois anos e ainda não conheci ninguém que chegou no tal meio termo. Quem diz que já tem, se calhar só aprendeu a não contar. Isto saiu-te de uma vez?
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PermalinkNunca vivi nada desse tamanho, li como quem espia pela porta. Fiquei na parte de não saber ser rasa, nunca vi alguém escrever isso assim.
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PermalinkSem palavra. tô aqui.
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PermalinkNão sei se dá pra comparar vendo de fora. Três da manhã e a mentira que vira verdade de tanto repetir foi o que mais pesou aqui, com o sono a gente faz igual, diz que tá de boa até acreditar.
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PermalinkOito ou oitenta eu vejo de fora, numa amiga que entra em tudo com a mala pronta e sai sem ela. Nunca soube botar isso em palavras, fiquei pensando nela lendo isso.
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