Meu peito arde em chama como um vulcĂŁo.
Arde e me queima como se tivesse em erupção.
E cada vez que chega um sentimento novo, acontece uma explosĂŁo.
Por onde passa, deixa rastros de destruição.
Isso é um fato sem explicação.
E, no momento, nĂŁo tĂŽ falando apenas do vulcĂŁo,
e sim também de um órgão que estå agindo em confusão.
Minha mente calma,
diferente da minha alma.
Por isso, nĂŁo me sinto "leve".
Espero que esse sentimento seja breve,
porque os divertidamentes da minha mente
estĂŁo em momento de greve.
E que esses sentimentos minha alma nĂŁo "leve",
mas espero que todos ao meu lado releve.
Porque, atualmente, eu nĂŁo consigo explicar.
Num sei se eu quero chorar,
mesmo o meu coração pedindo para me alegrar.
Só sei que essa vida tå começando a me entediar.
E, cada dia que passa,
esse estresse da rotina ainda vai me matar.
SĂł que, ultimamente, pelo ao menos a ansiedade nĂŁo veio atacar.
E isso Ă© um bom ponto,
atĂ© porque, por causa disso, nem lembro a Ășltima vez que eu vim me cortar.
Serå que essa doença nunca curar?
Ou serĂĄ que pra todo o sempre comigo ela vai ficar?
Porque, pelo visto, com essa doença vou ter que me acostumar.
Isso nem deveria ser um tema a ser abordado,
mas, quanto mais pessoas "conheço",
cada vez mais me sinto odiado
e pela solidĂŁo perturbado.
Olha que engraçado,
porque, quando olho ao redor,
por vĂĄrias pessoas estou rodeado,
mas sinto como se ninguém nunca estivesse ao meu lado.
Talvez eu seja hipĂłcrita
ou apenas eu esteja sendo idiota.
Porque, se eu fosse fazer um pedido,
eu iria pedir a minha inocĂȘncia de volta,
aquela mesma inocĂȘncia de quando criança,
que aqui dentro nĂŁo existe mais,
onde seu Ășnico resquĂcio que nĂŁo ficou para trĂĄs
é seu falso sorriso que deixou como herança.
Mas, infelizmente, nĂŁo existe gĂȘnio da lĂąmpada,
porque, se existisse, jå teria feito essa mudança.
Mas, enquanto isso não existir, terei que viver com essa falsa esperança.
E agora Ă© como aquele vulcĂŁo tivesse adormecido,
e, junto com ele, Ă© como se todo sentimento tivesse sumido.