Metade desse capítulo acontece com hora marcada na tela, 2:14, 2:15, 2:21, e quando ela pede pra ele entrar quieto dá pra imaginar que tem mais gente dormindo naquela casa. Meu palpite é que o capítulo 12 começa com alguém acordando no pior momento possível. Obrigado por seguir postando a história aqui, @Maynan!
Um romance de amizade
Capítulo 11 — Deixa Eu Te Levar
Pensamento
Metade desse capítulo acontece com hora marcada na tela, 2:14, 2:15, 2:21, e quando ela pede pra ele entrar quieto dá pra imaginar que tem mais gente dormindo naquela casa. Meu palpite é que o capítulo 12 começa com alguém acordando no pior momento possív
Conteúdo da publicação
Capítulo 11 — Deixa Eu Te Levar
O carro anda devagar pela rua vazia. O silêncio entre a gente é pesado, mas não é ruim. É cheio.
Minha mão tá na coxa dele. A dele tá entrelaçada na minha. Nenhum dos dois solta.
Rian para na frente da minha casa. Desliga o motor e fica olhando pra frente por um segundo, como se não quisesse sair daquele carro nunca.
— Chegamos — ele fala baixo, a voz ainda rouca.
Viro pra ele. Ele vira pra mim na mesma hora. Os olhos dele me varrem inteira.
— Tá bem? — pergunto, passando o polegar na mão dele.
Ele solta um riso curto, sem graça, e puxa minha mão até a boca pra beijar meus nós dos dedos.
— Bem? Maya... eu tô ferrado. — a testa dele encosta na minha — Você me bagunçou inteiro. Como é que eu vou dormir hoje sabendo que te deixei aqui?
— Rian... — eu sussurro.
— Não — ele me corta, sério agora — Deixa eu falar. Porque se eu não falar agora eu vou explodir.
Ele respira fundo.
— “Já tem dona”. Você disse isso. E eu acreditei em cada palavra. Então escuta: você é minha. Só minha. E eu sou só seu. Não brinca com isso, tá? Porque eu não tô brincando.
Meu coração acelera. Ele tá possessivo até no cuidado.
— Eu sei — respondo e encosto minha testa na dele — Você também é completamente meu.
Ele fecha os olhos e sorri de lado, aquele sorriso torto que eu amo.
— Então tá. — abre a porta pra mim — Vai. Antes que eu te puxe de volta pro carro e a gente esqueça de ir embora.
Ele me acompanha até o portão. Para ali, com as mãos no bolso pra não me tocar de novo.
— Me manda mensagem quando entrar. E tranca a porta. — pausa — E Maya...
— Hm?
— Amanhã eu te busco cedo. Não aceito “não” como resposta. Quero café, você, e mais um dia inteiro pra ficar lembrando do que aconteceu hoje.
Ele se inclina e rouba um último beijo. Calmo. Fundo. De promessa.
— Boa noite, dona. — sussurra contra meus lábios — Dorme pensando em mim.
Ele entra no carro e vai embora devagar, olhando no retrovisor até eu sumir na porta.
E eu fico ali, com o coração batendo, e a certeza de que depois de hoje nada vai ser igual.
Já é quase 2 da manhã. Eu tô na cama, ainda sentindo o gosto do beijo dele na boca, e o coração não desacelerou.
O celular vibra na cabeceira.
Rian [2:14]
Você entrou e trancou a porta?
Me responde logo que eu tô ficando louco aqui.
Eu sorrio sozinha e digito:
Você [2:15]
Entrei. Tranquei. Tô na cama.
Por quê? Com saudade já?
Demora 3 segundos e ele responde:
Rian [2:15]
Saudade é pouco, Maya.
Eu tô surtando.
Outra mensagem vem logo em seguida:
Rian [2:16]
Você não tem ideia do que você fez comigo hoje no carro.
Eu fechei o olho e só consigo lembrar da sua voz, da sua mão na minha nuca, de você dizendo que é minha.
Rian [2:17]
“Já tem dona.”
Porra... você disse isso e acabou comigo.
Você [2:17]
E você disse que era só meu também.
Esqueceu?
Rian [2:18]
Como ia esquecer?
Eu sou completamente seu. Corpo, cabeça, ciúme, tudo.
O problema é que agora eu quero você aqui do meu lado pra confirmar isso.
Meu coração acelera. Eu digito e apago 3 vezes.
Você [2:19]
Então vem.
A porta tá trancada, mas eu abro pra você.
Ele visualiza. Fica 1 minuto sem responder. Aí chega um áudio. 7 segundos.
Eu coloco no ouvido e a voz dele sai baixa, rouca, como se tivesse falando no meu pescoço:
Rian no áudio:
“Maya... se eu for aí agora eu não vou embora mais.
Você tem certeza que é isso que você quer?
Porque eu tô a 10 minutos da sua casa e só preciso que você diga ‘vem’.”
Eu mordo o lábio. O coração tá batendo na garganta.
Você [2:21]
Vem.
Mas devagar. E entra quieto.
Rian [2:21]
Já tô saindo.
Abre a porta pra mim, dona.
Tela escurece. Eu largo o celular e vou correndo abrir a porta, com o coração na mão.
Thoughts
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PermalinkEsse trem de pedir mensagem quando ela entrar em casa me lembrou um hóspede moço que eu tive, que ligava pra namorada da portaria toda noite só pra ouvir que a porta tava trancada. Cuidado desse tipo é o jeito que o homem acha de não ir embora de vez, sô.
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PermalinkMetade desse capítulo acontece com hora marcada na tela, 2:14, 2:15, 2:21, e quando ela pede pra ele entrar quieto dá pra imaginar que tem mais gente dormindo naquela casa. Meu palpite é que o capítulo 12 começa com alguém acordando no pior momento possível. Obrigado por seguir postando a história aqui, @Maynan!
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PermalinkUai, dona começou como brincadeira da Maya e agora é o Rian que usa a palavra pra fechar a noite, junto com tranca na porta e mensagem assim que entrar. Cê já pensava nele ciumento desse jeito desde o começo?
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