Coitada da Tenten, ó 😭
Tsugimon: glória e ruína
Capítulo 7
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Coitada da Tenten, ó 😭
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Capítulo 7
O impacto da pata do Alfa contra a cúpula dourada fez o mundo de Akashi vibrar em um tom ensurdecedor. A luz da barreira irrompeu em um clarão quente, mas a força bruta do monstro era monumental. Com um estalido seco e violento, a parede de rocha viva bem nas costas de Akashi estalou, cedendo sob a pressão combinada do golpe e do peso da montanha.
Com os olhos semicerrados e a visão turva pelo sangue e pela exaustão, Akashi conseguiu erguer o olhar por uma fração de segundo. Entre a poeira densa e os estilhaços de pedra que voavam, ele viu a estrutura da caverna ceder. Atrás de si, o desmoronamento revelou uma abertura estreita, um túnel escuro, íngreme e profundo que serpenteava para o interior desconhecido da montanha — uma nesga frágil de esperança em meio ao inferno de garras e presas.
Um caminho... Eu preciso... o pensamento fragmentou-se em sua mente exausta.
A barreira dourada, mantida por um fio de força e pelo eco daquela voz que ainda ressoava em seu peito, estilhaçou-se como vidro sob o peso final da fera. Sem o escudo para sustentá-lo, o peso absoluto da exaustão e da perda de sangue despencou sobre ele como uma bigorna. Seus braços cederam, as adagas de penumbra resvalaram pelo cascalho com um tinido metálico abafado, e Akashi tombou de bruços, apagando completamente antes mesmo de seu corpo tocar a poeira do chão da caverna.
Do topo de sua forma etérea, a silhueta da Umbra manifestou-se por completo, vibrando em uma fumaça negra de pura indignação. A raposa encarou o corpo desacordado do garoto com as orelhas abaixadas e os olhos semicerrados em um rosnado sibilante.
“Inútil... Fraco e insolente!” a voz mental da Umbra ecoou, estalando de puro ciúme e desprezo. “Preferiu o calor patético daquele intruso a aceitar a minha força até o fim? Eu devia deixar você virar comida de morcego, seu monte de carne desastrado!”
Apesar da fúria e das reclamações venenosas, o Alfa recuperou o equilíbrio, preparando-se para desferir um novo bote mortal sobre o corpo indefeso de Akashi. Antes que a criatura pudesse avançar, a Umbra saltou à frente com um rugido feroz e predatório, cortando o ar com garras de penumbra pura que rasgaram o focinho do monstro em um jato de sangue negro. O Alfa recuou acuado, soltando um guincho estridente e doloroso diante da hostilidade sufocante da entidade sombria.
Sem perder um único segundo, a Umbra desfez sua forma física em um manto de trevas espessas, envolveu o corpo inconsciente de Akashi e mergulhou velozmente para dentro da fenda recém-abierta na rocha, arrastando-se pelas sombras do túnel inexplorado para bem longe da fúria do enxame.
O instinto de sobrevivência gritou em sua mente antes mesmo que suas pálpebras conseguissem se abrir. Com um sobressalto violento, Akashi tentou se erguer, os braços crispados em uma postura de defesa, os dedos arranhando o cascalho frio à cata das adagas de penumbra. A mandíbula estava travada, pronta para suportar o impacto das presas do Alfa, e o coração martelava contra as costelas como um tambor enlouquecido.
— Saiam daqui! — ele sibilou, a voz saindo em um ganido rouco e rasgado pela dor.
Mas o golpe esperado não veio. Em vez do vento cortante das asas membranosas ou do cheiro fétido do sangue do monstro, o que encontrou foi um silêncio sepulcral e sufocante.
Akashi piscou várias vezes, tentando limpar a névoa espessa que embaçava sua visão. Os contornos da caverna anterior haviam sumido. No lugar da cúpula aberta onde o enxame o caçava, ele estava agora espremido no interior de uma fenda estreita e profunda na rocha. As paredes de pedra bruta pareciam fechar-se ao seu redor como um túnel esquecido pelo tempo, banhado por uma penumbra cinzenta e úmida, onde o único som perceptível era o eco distante de gotas d'água caindo no fundo de um abismo invisível.
O corpo inteiro de Akashi protestou com uma queimação lancinante. Cada músculo doía, os cortes em seus braços e costas latejavam sob o tecido rasgado das roupas, e uma tontura violenta ameaçava derrubá-lo de volta à inconsciência.
Ele levou a mão trêmula ao peito, sentindo o latejar quente e persistente sob o tecido onde a carta misteriosa repousava contra suas costelas. O eco daquela voz — o timbre calmo que o havia instruído a erguer a barreira dourada — ainda ressoava de forma fantasmagórica em sua memória, misturando-se à lembrança fragmentada de uma geometria de luz que ele jamais havia aprendido a desenhar.
“Acabou o teatro dos mortos-vivos, ou pretende continuar babando no chão por mais uma hora?”
A voz felina e gélida da Umbra cortou o ar da fenda, pingando um desdém refinado. Akashi ergueu o olhar e viu a silhueta esguia da raposa sombria encostada casualmente sobre uma laje de pedra mais alta, com a cauda farta balançando em um ritmo preguiçoso e irritado. Os olhos da entidade brilhavam com um fulgor escarlate na penumbra, cravados nele com uma mistura de tédio e zombaria.
“Quase virou comida de morcego glorificado por pura incompetência”, continuou a Umbra, a voz mental ecoando direto em seu córtex com um peso cortante. “Tive que arrastar esse seu monte de carne inútil para fora daquele inferno antes que o Alfa decidisse usar seu crânio de cinzeiro. E ainda teve a audácia de apelar para o calor patético daquele intruso em vez de confiar nas minhas garras. Você tem sorte de eu precisar de um hospedeiro inteiro, Akashi.”
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O chão sob os pés delas estremeceu com uma violência sísmica, um estrondo surdo e profundo que ecoou direto da garganta da terra, fazendo o ar rarefeito da borda do abismo vibrar.
Para Tenten, o mundo simplesmente parou por um segundo antes de desabar em um terror absoluto. O estrondo ainda nem havia terminado de morrer quando ela viu a rocha ceder, levando consigo a última imagem de Akashi sumindo na escuridão vertiginosa. O ar fugiu de seus pulmões em um grito sufocado, estrangulado pelo choque. As pernas falharam, incapazes de sustentar o próprio peso, e ela caiu de joelhos na poeira da borda, as mãos cravando-se desesperadamente no cascalho solto enquanto o corpo tremia da cabeça aos pés.
Não... Não, não, não!
As lágrimas brotaram em seus olhos, quentes e desgovernadas, escorrendo pelo rosto embaçado pelo pó e pelo desespero. O peito de Tenten doía com uma força física insuportável, como se costelas invisíveis estivessem se quebrando por dentro. Ela se inclinou para a frente, o olhar perdido na negrura infinita do buraco, com a boca aberta em um soluço mudo que não conseguia encontrar som.
— Akashi...! — a voz dela finalmente rompeu, fraca, fina e completamente desfeita pelo pranto, arranhando a própria garganta. Suas mãos tremiam tanto que os dedos pareciam mortos enquanto ela tateava o ar, como se pudesse esticar o braço o suficiente para alcançá-lo no vazio. A ideia de que ele estava lá embaixo, sozinho, ferido e engolido pela escuridão daquela caverna, rasgava sua mente. O medo de perdê-lo de vez sufocava qualquer outro pensamento.
Ao lado dela, a reação de Tsuki foi de pura combustão.
O cérebro da garota recusou-se a processar a lógica da queda; o que restou foi apenas o fogo irado e cego do instinto. Seus olhos escureceram com uma ferocidade aterrorizante. O som do desabamento mal havia cessado quando os músculos de suas pernas se tensionaram, prontas para o bote.
Ele caiu. Ele caiu por culpa daquela porcaria de abismo! Eu não vou ficar aqui parada assistindo!
Tsuki deu um passo à frente, ignorando completamente o abismo mortal que se abria sob seus pés. O corpo inteiro inclinava-se para o nada, a mente focada em uma única e insana resolução: saltar atrás dele. Se Akashi ia cair no inferno, ela desceria junto para puxá-lo de volta à força, nem que tivesse que arrancar a montanha inteira com as próprias unhas.
Mas antes que suas botas perdessem o contato definitivo com a rocha firme, um par de braços desesperados fechou-se ao redor de sua cintura com uma força brutal, puxando-a para trás em um tranco violento.
— Tsuki, não! Você tá louca?! — Tenten gritou, a voz banhada em lágrimas, arremessando todo o seu peso corporal para ancorar a amiga de volta à segurança da borda.
Tsuki tropeçou para trás com um ganido de raiva, o impulso quebrado à força. Ela caiu de joelhos no chão de cascalho ao lado de Tenten, o peito arfando violentamente, os punhos fechados com tanta força que as falanges dos dedos ficaram brancas e o sangue ameaçava romper a pele de suas palmas.
— Me solta, Tenten! — Tsuki sibilou, a voz trêmula de puro ódio e pânico reprimido, os dentes à mostra em um rosnado quase animal. — Ele está lá embaixo! Sozinho! Se eu ficar aqui sentada chorando como uma inútil, ele vai morrer! Me solta, eu vou buscar ele!
— E você vai fazer o quê caindo lá de cima sem corda, sem luz, sem saber onde fica?! — Tenten respondeu, os soluços cortando suas palavras enquanto as lágrimas continuavam a banhar seu rosto, o corpo inteiro chacoalhando em um tremor incontrolável. Ela apertou os braços ao redor de Tsuki, não apenas para contê-la, mas porque precisava se agarrar a alguém para não desabar de vez no abismo. — Se você pular também... nós vamos perder nós dois... Por favor, Tsuki... por favor...
A rajada de fúria cega de Tsuki travou na garganta ao ver o estado em que Tenten se encontrava: encolhida, tremendo daquela forma miserável, com o rosto banhado em prantos e a voz quebrada implorando para não ser deixada para trás. O fogo impetuoso dentro de Tsuki colidiu com a barreira intransponível daquela dor compartilhada.
Devagar, a rigidez dos punhos de Tsuki começou a ceder. Ela olhou mais uma vez para a escuridão absoluta da fenda, o estômago revirado por um nó de impotência pura, antes de afundar o rosto no ombro de Tenten, apertando os olhos com força enquanto o próprio peito apertava-se em um silêncio furioso e desesperado.
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O silêncio do túnel recém-descoberto era pesado, cortado apenas pelo gotejar rítmico da água e pela respiração ainda trêmula de Akashi. Ele estava sentado no chão frio de cascalho, com as costas apoiadas na parede de rocha bruta. O corpo inteiro latejava em uma queimação febril, mas a mente lutava para se manter lúcida.
A poucos passos dele, a Umbra materializou-se sobre uma laje saliente, a silhueta felina banhada pela penumbra escura. As orelhas da raposa estavam baixadas, e seus olhos escarlates faiscavam com uma irritação latente.
— Você tem merda na cabeça, Akashi? — a voz mental da Umbra sibilou, cortante como vidro quebrado. — Aquele pulso dourado patético... Você realmente preferiu entregar sua vida à caridade de um intruso a confiar nas minhas garras? Eu estava limpando o caminho. Eu sou a sua única âncora aqui embaixo, e você me insulta apelando para a luz de outro.
Akashi não respondeu de imediato. Ele fechou os olhos por um segundo, engolindo a tontura e o gosto de sangue na boca. Sabia que a raposa tinha uma lógica distorcida e possessiva, mas também sabia que discutir com ela no meio daquela exaustão era inútil. Com os movimentos lentos e dolorosos de quem contava os próprios ossos quebrados, ele levou a mão ao bolso interno do casaco rasgado. Seus dedos tatearam até encontrar o rolo de ataduras que guardava ali.
Puxando o tecido com os dentes para rasgar a ponta, Akashi começou a enfaixar o braço esquerdo, onde as garras do morcego haviam aberto um retalho feio de carne viva. O tecido branco manchou-se de vermelho instantaneamente ao contato, e ele sibilou entredentes, reprimindo um gemido abafado enquanto apertava o nó com firmeza para estancar o sangramento. Em seguida, desceu o tecido pelas costelas, ignorando o ardor que parecia incendiar sua pele a cada volta.
A Umbra continuava a resmungar nas sombras, um ronco sibilante de puro descontentamento que parecia vibrar diretamente dentro do crânio dele.
Mas o sermão da raposa morreu de repente na mente de Akashi.
Um som grave, primitivo e estrondoso reverberou pelas profundezas do túnel à frente. Não era o guincho agudo dos morcegos comuns, nem o estalar do Alfa que haviam deixado para trás. Era algo muito maior, um urro feroz e colossal que fez o chão tremer sob as botas de Akashi e a poeira despencar do teto da caverna, anunciando que a verdadeira descida ao inferno subterrâneo estava apenas começando.
Thoughts
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PermalinkFiquei do lado da Tenten. Sem corda e sem luz, a Tsuki pulando ia dar dois feridos lá embaixo em vez de um. E o Akashi com atadura no bolso do casaco já sabia que ia se machucar.
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PermalinkGostei muito da Tenten a segurar a Tsuki na borda, tanto para a impedir de saltar como para ter a quem se agarrar. Deixou-me um aperto calmo.
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PermalinkO Akashi acordando aos gritos contra bichos que já nem estavam ali, os dedos procurando as adagas no cascalho. Depois se enfaixa rasgando a atadura com os dentes, com a Umbra reclamando sem parar, e não responde uma palavra. Parece que esse silêncio dele ainda vai pesar mais que qualquer briga com ela. Vai postar o capítulo 8 ainda essa semana?
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PermalinkCoitada da Tenten, ó 😭
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