A bala chegou, uai 😂
Tex Willer, A Névoa do Multiverso (conclusão)
TEX WILLER — A NÉVOA DO MULTIVERSO
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A bala chegou, uai 😂
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TEX WILLER — A NÉVOA DO MULTIVERSO
Capítulo V — O Segredo de Ramatut
A batalha continuava.
Milhares de robôs avançavam contra os heróis. Fantomas cortava máquinas ao meio, Super Samurai lançava labaredas, Nova cruzava o céu como um raio, enquanto Fantastic Man e Dra. Apia lutavam lado a lado.
Tex e Drácula permaneciam juntos no meio do caos.
Então...
tudo parou.
Os robôs ficaram imóveis.
As chamas congelaram no ar.
Uma bala disparada por Tex permaneceu suspensa diante de seus olhos.
Até a névoa pareceu ficar silenciosa.
Tex olhou para os lados.
— O que está acontecendo?
Uma voz respondeu:
— O tempo.
De repente Tex Willer é arrastado pelo tempo e espaço, e para no mundo da liga justiceira, num mundo onde Estados Unidos e Japão estão unidos.
Tex se vê no meio de uma batalha da Liga em Gotham -Kioto.
A batalha acontece nas ruas.
De repente Tex Willer é arrastado de volta, ele não entende o que aconteceu, mas a batalha continua.
De volta onde estava antes, a névoa começou a se concentrar no centro do campo.
Primeiro surgiu uma silhueta.
Depois um homem.
Era jovem.
Vestia uma armadura estranha, muito diferente da armadura do Carrasco.
Seu rosto ainda não carregava a aparência envelhecida de Immortus.
Ele caminhou lentamente através da névoa.
Nova arregalou os olhos.
— Não...
Fantomas apertou seu bastão de energia.
— Você o conhece?
Nova respondeu:
— Não pessoalmente.
O homem sorriu.
— Mas ele conhece minha história.
Tex encarou o estranho.
— Quem é você?
O homem respondeu:
— Ramatut.
Um silêncio tomou conta do campo.
Drácula estreitou os olhos.
— O nome de um faraó?
Ramatut sorriu.
— Para este mundo, talvez.
Então levantou a mão.
A névoa se abriu.
Dentro dela surgiu uma imagem de milhares de anos atrás.
Uma antiga terra.
Uma grande batalha.
E um guerreiro nórdico enfrentando Ramatut.
Odin.
Tex reconheceu imediatamente a cena das histórias que ouvira.
Ramatut continuou:
— Há milhares de anos, Odin e eu travamos uma batalha que atravessou o tempo, ele tinha seus guerreiros e eu guerreiros de todos os tempos.
A imagem mostrou Odin enfrentando o jovem Ramatut.
— Naquela época, eu ainda não era Kang.
A imagem mudou.
Ramatut apareceu em outras épocas.
Em outros mundos.
Com outros nomes.
— Antes de ser conhecido como Kang...
A imagem mostrou um homem diferente.
— ...antes de me tornar aquilo que vocês chamariam de Immortus...
A imagem mostrou o velho senhor do tempo.
— ...eu fui Ramatut.
Tex ficou imóvel.
— Então você é...
Ramatut interrompeu:
— A origem do homem que vocês conheceram como Immortus.
Nova olhou para Tex.
— Isso significa que...
Ramatut completou:
— Sim.
Ele olhou diretamente para o Ranger.
— O Immortus que vocês encontraram ainda não sabia de tudo.
Tex franziu a testa.
— Então por que ele me mandou aqui?
Ramatut sorriu.
— Porque ele precisava que você viesse.
Tex levou a mão ao revólver.
— Para salvar os mundos?
— Não.
Ramatut apontou para o Carrasco do Tempo.
— Para ativar o meu plano.
O Carrasco apareceu atrás dele.
Tex percebeu algo terrível.
— Seu neto...
Ramatut assentiu.
— Meu neto.
O Carrasco baixou a cabeça diante de Ramatut.
— Senhor.
Ramatut colocou a mão sobre o ombro mecânico dele.
— Durante séculos, você acreditou que estava conquistando mundos por vontade própria.
O Carrasco ficou confuso.
— E não estava?
— Não.
Ramatut olhou para a névoa.
— Eu precisava de alguém que pudesse atravessar realidades sem ser destruído pela própria instabilidade temporal.
Ele olhou para Tex.
— E precisava de alguém que reunisse os heróis de diferentes universos.
Tex percebeu.
— Eu.
— Você.
Ramatut continuou:
— Em cada mundo existem heróis diferentes. Alguns nasceram em épocas diferentes. Alguns foram retirados de seus próprios tempos. Alguns deveriam estar mortos. Outros jamais deveriam ter existido.
A névoa começou a envolver todos.
— Mas você é diferente, Tex Willer.
Ramatut aproximou-se.
— Você é único.
Tex apontou os revólveres.
— E o que pretende fazer comigo?
Ramatut sorriu.
— Usar sua existência para abrir a última passagem.
De repente, o chão começou a tremer.
Atrás do Carrasco surgiu uma máquina colossal.
Era uma combinação de tecnologia temporal, energia cósmica e magia.
Nova ficou horrorizado.
— Ele construiu isso usando tecnologia de vários mundos...
Ramatut respondeu:
— Exatamente.
Fantomas olhou para a máquina.
— Para quê?
Ramatut ergueu os braços.
A névoa começou a entrar na máquina.
— Para reunir todas as realidades em uma única existência.
Super Samurai avançou.
— Você quer destruir o multiverso!
Ramatut sorriu.
— Não.
Ele olhou para todos.
— Quero ser o único senhor dele.
Nesse momento, Tex percebeu algo ainda mais estranho.
Ramatut olhou para o próprio neto.
E disse:
— Quando a máquina estiver completa...
O Carrasco começou a perder energia.
— ...você não será mais necessário.
O Carrasco levantou a cabeça.
— O quê?
Ramatut deu um sorriso frio.
— Você foi apenas uma peça.
Tex percebeu que o verdadeiro inimigo nunca havia sido o Carrasco.
O Carrasco também fora enganado.
Ramatut voltou os olhos para Tex.
— Agora, Ranger...
A máquina começou a despertar.
— vamos terminar aquilo que Odin começou milhares de anos atrás.
E, dentro da névoa, surgiu uma última imagem, Tex o reconheceu antes de todos.
Odin.
Ainda vivo.
E vindo em direção àquele universo.
Todos estavam cansados, pois tiveram inúmeras batalhas.
TEX WILLER — A NÉVOA DO MULTIVERSO
Capítulo VI — O Retorno de Odin
A imagem dentro da névoa tornou-se cada vez mais nítida.
O guerreiro avançava.
Primeiro apareceu sua silhueta.
Depois, a armadura.
A lança.
O manto.
E, finalmente, o rosto de um dos maiores deuses que aquele multiverso já conhecera.
Odin.
Uma barcaça viking surgiu entre as nuvens, envolta em energia dourada.
Nova ficou paralisado.
— É ele...
Drácula observou atentamente.
— Então o velho deus finalmente chegou.
Tex olhou para Ramatut.
Pela primeira vez, o sorriso do jovem faraó desapareceu.
— Você não deveria estar aqui.
A voz de Odin ecoou pelo campo:
— E você não deveria existir neste tempo.
A barcaça desceu violentamente.
BOOOOM!
O impacto lançou dezenas de robôs para todos os lados.
Odin saltou da embarcação e pousou diante dos heróis.
Fantomas ergueu seu bastão.
— Odin!
O deus olhou para ele.
— Não temos tempo para apresentações.
Ele apontou sua lança para a gigantesca máquina temporal.
— Aquela máquina não pode ser ativada.
Ramatut respondeu:
— Você já tentou me impedir uma vez.
Odin estreitou os olhos.
— E desta vez terminarei o que comecei.
Ramatut riu.
— Não.
A névoa se espalhou.
— Desta vez você está lutando contra algo que nem você consegue compreender.
Odin avançou.
Mas Ramatut simplesmente desapareceu.
Tex olhou ao redor.
— Cadê ele?
Uma voz surgiu atrás deles:
— Aqui.
Ramatut reapareceu junto à máquina.
Odin imediatamente percebeu algo estranho.
— Espere...
Ele fechou os olhos.
Tentou enxergar através do tempo.
Passado.
Presente.
Futuro.
Milhares de possibilidades surgiram diante dele.
Mas nenhuma mostrava o plano completo de Ramatut.
Odin abriu os olhos, assustado.
— Impossível.
Ramatut sorriu.
— Finalmente percebeu.
— O que você fez?
Ramatut respondeu:
— Eu aprendi com vocês.
Ele olhou para o céu.
— Com o tempo.
Então revelou seu maior segredo.
O PLANO OCULTO
— Quando recrutei meu neto, eu sabia que um dia minhas próprias versões tentariam me impedir.
A imagem de Immortus apareceu na névoa.
Depois Kang.
Depois outras manifestações daquele mesmo ser.
Ramatut continuou:
— Por isso, fiz algo que nenhuma das minhas outras versões imaginaria.
Tex perguntou:
— O quê?
— Apaguei minhas próprias memórias.
Silêncio.
Até Odin ficou imóvel.
— Você apagou sua própria mente?
— Não exatamente.
Ramatut estendeu a mão.
A névoa revelou uma instalação escondida em algum ponto desconhecido do tempo.
Dentro dela havia um homem.
Muito parecido com Ramatut.
Mas diferente.
Mais jovem.
Sem armadura.
Sem coroa.
Sem símbolos.
Ramatut explicou:
— Antes de seguir meu caminho para me tornar aquilo que vocês conheceriam como Kang ou Immortus, criei um clone.
Nova arregalou os olhos.
— Um clone?
—Sim e Todas minhas memórias foram colocadas nele.
Tex franziu a testa.
— Então por que ninguém encontrou esse clone?
Ramatut sorriu.
— Porque ele nunca se tornou Kang.
A imagem mostrou o clone vivendo uma vida completamente diferente.
— Nunca se tornou Immortus e nunca foi o rapaz de ferro.
— Nunca se tornou nenhuma das minhas outras manifestações.
Odin compreendeu.
— Você criou uma versão de si mesmo que jamais entraria na linha temporal que conhecemos.
— Exatamente.
Ramatut continuou:
— Depois de transferir minhas memórias para ele, apaguei de mim mesmo qualquer lembrança desse plano.
Tex ficou espantado.
— Então nem você se lembrava?
— Durante o amadurecimento de anos, não.
Ramatut olhou para o próprio neto.
— E foi exatamente por isso que funcionou.
O Carrasco estava completamente confuso.
— Então... quando você me recrutou...
Ramatut respondeu:
— Eu já havia planejado tudo.
— E depois esqueceu?
— Sim.
O Carrasco baixou lentamente a cabeça.
— Então eu fui manipulado por alguém que nem sequer lembrava que estava me manipulando.
— Agora você entende.
Odin apertou sua lança.
— Astuto.
Ramatut sorriu.
— Não preciso derrotar minhas versões futuras.
Ele apontou para a máquina.
— Preciso apenas garantir que elas jamais descubram o que eu fiz.
O ATAQUE DE ODIN
Odin ergueu sua lança.
O céu escureceu.
Relâmpagos dourados atravessaram as nuvens.
— Então descobrirei agora.
Um raio colossal atingiu Ramatut.
KRAAAAAAAAM!
A explosão iluminou todo o campo.
Mas, quando a fumaça desapareceu...
Ramatut continuava de pé.
Ao seu redor havia uma barreira temporal.
Odin arregalou os olhos.
— Você aprendeu magia temporal.
Ramatut respondeu:
— Aprendi com você.
Odin atacou novamente.
Dessa vez, Tex, Drácula, Fantomas, Nova, Super Samurai, Fantastic Man e Dra. Apia avançaram juntos.
A batalha recomeçou.
Robôs surgiram de todos os lados.
Fantomas saltou sobre um deles e cortou seu braço.
Super Samurai lançou uma onda de fogo.
Nova atravessou três máquinas numa velocidade impressionante.
Fantastic Man protegeu Dra. Apia de uma explosão.
Tex disparava contra os pontos vulneráveis dos robôs.
Drácula desaparecia na névoa e reaparecia atrás dos inimigos.
Mas o Carrasco permanecia imóvel.
Ele olhava para Ramatut.
— Senhor...
Ramatut não respondeu.
— Você disse que eu não seria mais necessário.
Ramatut finalmente olhou para ele.
— É verdade.
O Carrasco fechou os punhos.
— Então por que ainda estou vivo?
Ramatut respondeu:
— Porque você ainda tem uma última função.
A máquina começou a emitir uma energia gigantesca.
Tex percebeu.
— Odin!
O deus virou-se.
— O quê?
Tex apontou para o Carrasco.
— Ele está conectado à máquina!
Odin percebeu imediatamente.
— Não, o Carrasco viajando no tempo e espaço do Multiverso estava acumulando energia para a máquina!
Ramatut sorriu.
— Meu neto será a chave.
O Carrasco tentou se libertar.
Correntes de energia envolveram seu corpo.
— Não!
A máquina começou a absorver sua energia temporal.
— Você é um monstro!
Ramatut respondeu friamente:
— Você cumpriu seu propósito.
Mas então...
uma mão segurou o ombro do Carrasco.
Odin estava atrás dele.
— Ainda não.
O deus puxou o Carrasco para fora da máquina.
Uma explosão lançou os dois para longe.
Ramatut ficou furioso pela primeira vez.
— Odin!
Odin levantou-se lentamente.
— Você cometeu um erro.
Ramatut perguntou:
— Qual?
Odin olhou para Tex.
Depois para os demais heróis.
— Você reuniu todos os heróis de diferentes realidades.
Tex entendeu.
Odin sorriu.
— Mas também reuniu todos os seus inimigos.
Drácula mostrou os dentes.
Fantomas ergueu seu bastão de energia .
Nova preparou-se para voar.
Super Samurai acendeu as mãos.
Tex girou os revólveres.
E o próprio Carrasco levantou-se.
Agora, contra Ramatut.
Ramatut observou aquele grupo.
Pela primeira vez, parecia perceber que seu plano tinha criado uma consequência que não havia previsto.
Odin ergueu sua lança.
— Ramatut...
A névoa começou a girar violentamente.
— a guerra pelo multiverso começou.
E, muito longe dali, em uma realidade que nenhum deles conseguia alcançar...
o clone que carregava as memórias de Ramatut abriu os olhos.
Ele olhou para as próprias mãos.
E sussurrou:
— Quem... sou eu?
TEX WILLER — A NÉVOA DO MULTIVERSO
Capítulo VII — O Fim de Ramatut
A batalha parecia ter chegado ao seu ponto máximo.
Odin mantinha sua lança erguida diante de Ramatut.
Tex, Drácula, Fantomas, Nova, Super Samurai, Fantastic Man e Dra. Apia cercavam a máquina temporal.
O Carrasco, ainda enfraquecido, observava seu avô.
Então Odin falou:
— Ramatut... você cometeu um erro que nem mesmo percebeu.
Ramatut estreitou os olhos.
— Qual?
Odin respondeu:
— Immortus sentiu que havia algo errado.
Ramatut ficou imóvel.
— Impossível.
— Mesmo sem saber o motivo — continuou Odin —, Immortus começou a se preparar para derrubar você.
Ramatut olhou para a névoa.
— Ele não poderia saber.
Odin sorriu.
— Não precisava saber.
Nesse instante, a névoa atrás de Ramatut começou a mudar.
Uma presença surgiu.
Uma figura idosa apareceu lentamente.
Manto.
Bastão.
Olhar profundo.
Immortus.
Ramatut recuou.
— Não...
Immortus olhou diretamente para ele.
— Você apagou suas memórias.
Ramatut respondeu:
— Sim.
— Escondeu seu plano de mim.
— Sim.
Immortus continuou:
— Criou um clone que jamais se tornaria Kang. Um clone que jamais se tornaria Immortus.
Ramatut ficou em silêncio.
Immortus apontou para a máquina.
— Você acreditou que, apagando sua própria memória, poderia esconder seu plano de todas as suas futuras versões.
Ramatut sorriu novamente.
— E consegui.
Immortus respondeu:
— Quase.
A expressão de Ramatut mudou.
— O que você fez?
Immortus abriu um portal.
Do outro lado apareceu o mundo onde estava o clone.
O homem estava sozinho.
Sem saber quem era.
Sem saber de onde vinha.
Sem saber que carregara, durante milhares de anos, o segredo de Ramatut.
Immortus entrou naquele mundo.
Tex observava tudo através da abertura temporal.
— Ele encontrou o clone...
Odin assentiu.
— Sim.
Immortus aproximou-se do homem.
O clone levantou os olhos.
— Quem é você?
Immortus respondeu:
— Alguém que veio libertá-lo de um passado que nunca deveria ter existido.
Ele tocou a testa do clone.
Uma luz envolveu sua mente.
As memórias começaram a desaparecer.
Primeiro as lembranças de Ramatut.
Depois os conhecimentos temporais.
Depois toda a memória implantada.
O clone caiu de joelhos.
Immortus o segurou antes que tocasse o chão.
— Você não será Kang.
Uma nova luz surgiu.
— Não será Immortus.
O mundo ao redor começou a desaparecer.
— E jamais será Ramatut.
Immortus criou uma realidade completamente isolada.
Um pequeno universo.
Sem passado.
Sem futuro.
Sem conexão com nenhuma linha temporal.
Um mundo fora do tempo e do espaço.
Ele colocou o clone ali.
— Viva.
O clone olhou para ele, confuso.
— Quem sou eu?
Immortus respondeu:
— Apenas você.
E fechou o portal.
O FIM DE RAMATUT
No campo de batalha, Ramatut começou a desaparecer.
Primeiro sua mão.
Depois seu braço.
Ele olhou horrorizado.
— Não!
Tex percebeu.
— O que está acontecendo com ele?
Immortus respondeu:
— O plano dele foi desfeito.
Ramatut tentou avançar contra Immortus.
— Eu ainda existo!
Mas suas pernas começaram a desaparecer.
— Eu lutei contra Odin!
Seu corpo ficou parcialmente transparente.
— Eu criei o Carrasco!
Odin permaneceu em silêncio.
— Eu construí esta máquina!
A máquina começou a se desfazer.
— Eu atravessei milhares de anos!
Ramatut gritou:
— EU EXISTO!
Immortus respondeu:
— Não mais.
Ramatut tentou lutar contra o próprio desaparecimento.
Atacou Odin.
Atravessou a névoa.
Tentou alcançar Tex.
Mas suas mãos já não conseguiam tocar ninguém.
Era como se a própria realidade estivesse rejeitando sua presença.
Immortus explicou:
— Ao remover o clone e suas memórias daquele plano de existência, você alterou sua própria origem.
Ramatut olhou para o próprio corpo.
— Então...
Immortus completou:
— Você nunca se tornou aquilo que deveria se tornar.
Ramatut ficou em silêncio.
A última coisa que restava dele era seu rosto.
Ele olhou para Odin.
— Você...
Odin respondeu:
— A batalha terminou.
Ramatut olhou para Tex.
Depois para seu neto.
O Carrasco estava livre.
E finalmente compreendeu que seu avô havia desaparecido não apenas no tempo...
Mas da própria história.
Ramatut gritou uma última vez:
— NÃO!
E desapareceu completamente.
Silêncio.
A névoa se dissipou.
A máquina temporal apagou-se.
Os robôs caíram imóveis.
O tempo voltou a correr.
A bala de Tex finalmente terminou seu trajeto e atingiu o robô que estava diante dele.
Bang!
Tex guardou o revólver.
Drácula olhou para o céu.
— Então acabou?
Odin respondeu:
— Ramatut acabou.
Immortus observou o vazio onde ele estivera.
— Mas o multiverso...
Ele ficou sério.
— ...ainda guarda consequências daquilo que ele fez.
Tex olhou para Odin.
— E agora?
Odin ergueu os olhos para a névoa que ainda cobria parte do céu.
— Agora precisamos descobrir quantos mundos foram alterados antes de Ramatut desaparecer.
E, muito longe dali...
Em um mundo criado fora do tempo e do espaço...
O antigo clone abriu os olhos.
Não se lembrava de Ramatut.
Não se lembrava de Kang.
Não se lembrava de Immortus.
Não se lembrava de Odin.
Apenas olhou para o céu daquele estranho universo e sorriu.
Pela primeira vez...
ele era verdadeiramente livre.
Fim....
TEX WILLER — A NÉVOA DO MULTIVERSO
Epílogo — O Guardião da Âncora
A batalha havia terminado.
A névoa que durante tanto tempo cobria o multiverso começava finalmente a desaparecer.
No campo onde tantos heróis haviam lutado, Immortus observava silenciosamente os sobreviventes.
Ao seu lado estava o Carrasco.
Já não havia correntes prendendo seu corpo.
Já não havia ordens de Ramatut.
Pela primeira vez, ele estava livre.
Immortus ergueu o bastão.
— Cada um de vocês pertence ao seu próprio tempo.
Um portal se abriu.
Fantomas atravessou primeiro.
Seu mundo o aguardava.
Super Samurai desapareceu em uma explosão de luz.
Nova foi levado de volta ao seu universo.
Fantastic Man e Dra. Apia permaneceram lado a lado antes de atravessarem o portal que os levaria para casa com os capitães 7.
Tex observou tudo em silêncio.
Então olhou para Immortus.
— E você?
Immortus respondeu:
— Eu pertenço a todos os tempos... e a nenhum deles.
Tex sorriu discretamente.
— Parece uma vida complicada.
Immortus apenas respondeu:
— Você não faz ideia.
O DESTINO DO CARRASCO
O Carrasco permaneceu.
Immortus olhou para ele.
— Você poderia voltar para o seu tempo.
— E fazer o quê?
Immortus ficou em silêncio por alguns segundos.
— Ramatut não existe mais. Sua missão terminou.
O Carrasco baixou a cabeça.
— Então não tenho mais propósito.
Immortus colocou a mão sobre seu ombro.
— Tem.
O Carrasco levantou os olhos.
— Qual?
— Aprender a existir sem receber ordens.
O Carrasco ficou pensativo.
Immortus continuou:
— Você conhece as máquinas temporais. Conhece as linhas do tempo. Conhece os perigos que existem entre os mundos.
Ele apontou para o infinito.
— Preciso de alguém ao meu lado.
O Carrasco finalmente compreendeu.
— Quer que eu fique?
Immortus respondeu:
— Quero que escolha ficar.
Depois de alguns segundos, o antigo servo de Ramatut respondeu:
— Então eu fico.
E os dois desapareceram juntos pela névoa.
DRÁCULA
Restavam apenas Tex e Drácula.
Immortus abriu um portal.
— Drácula, chegou sua vez.
Drácula não se moveu.
— Meu mundo não existe mais.
Immortus olhou para ele.
— Eu sei.
— Então para onde devo voltar?
Não houve resposta imediata.
Tex observou o vampiro.
Depois olhou para Immortus.
— Ele pode vir comigo.
Drácula virou-se para Tex.
— Seu mundo?
— Sim.
Immortus assentiu.
— Talvez seja o lugar mais apropriado.
Drácula perguntou:
— Por quê?
Immortus apontou para o horizonte.
A névoa se abriu.
Por trás dela apareceu uma estrutura gigantesca, flutuando entre dimensões.
Era uma espécie de templo.
Mas não pertencia a nenhum mundo.
Não estava no passado.
Nem no futuro.
Estava entre todos eles.
No centro havia uma esfera luminosa.
Tex perguntou:
— O que é aquilo?
Immortus respondeu:
— A Âncora do Tempo e do Espaço Multiverso.
Drácula ficou sério.
— E quem a protege?
Immortus olhou para ele.
— Ninguém.
Drácula compreendeu imediatamente.
— Até agora.
Immortus assentiu.
— Ramatut tentou controlar o multiverso porque descobriu que a Âncora existe.
— E outros tentarão.
— Sim.
Drácula olhou para Tex.
— Então alguém precisa permanecer aqui.
Immortus corrigiu:
— Não aqui.
Ele apontou para o portal que levava ao mundo de Tex.
— No mundo de Tex.
Drácula ficou pensativo.
Immortus explicou:
— A Âncora precisa de um guardião que não pertença completamente a uma única realidade. Alguém que já tenha perdido seu próprio mundo e, portanto, não esteja preso às regras de uma única linha temporal.
Drácula sorriu lentamente.
— Então você está me oferecendo um novo lar.
Tex estendeu a mão.
— E um novo amigo.
Drácula olhou para a mão de Tex.
Depois apertou-a.
— Talvez eu aceite.
UM NOVO COMEÇO
O portal se abriu.
Tex atravessou primeiro.
Drácula veio logo atrás.
Os dois chegaram a uma paisagem silenciosa.
Montanhas ao longe.
Céu aberto.
A noite começava a cair.
Tex colocou o chapéu.
— Bem-vindo ao meu mundo.
Drácula observou o horizonte.
— É diferente do meu.
— Todos os mundos são.
Drácula olhou para o céu.
Por um instante, uma pequena luz apareceu entre as estrelas.
A Âncora.
Invisível para quase todos.
Mas não para ele.
Drácula percebeu que conseguia senti-la.
Tex perguntou:
— Você consegue vê-la?
Drácula respondeu:
— Consigo.
Tex colocou a mão no coldre.
— Então acho que temos trabalho.
Drácula sorriu.
— Parece que sim.
Ao longe, um trovão ecoou.
Tex montou em seu cavalo.
Drácula permaneceu parado por alguns segundos, olhando para a escuridão.
Seu antigo mundo havia desaparecido.
Mas outro havia se aberto diante dele.
E, daquela noite em diante, uma nova lenda começaria a ser contada.
A lenda do vampiro que caminhava pelas terras do Oeste.
O homem que não envelhecia.
O ser que guardava um segredo que nenhum homem comum conhecia.
Drácula, o Guardião da Âncora do Tempo e do Espaço Multiverso.
E em algum lugar além das estrelas...
Immortus observava.
Ao seu lado, o antigo Carrasco perguntou:
— Você acha que eles conseguirão?
Immortus respondeu:
— Não sei.
O Carrasco olhou para ele.
— Então por que os escolheu?
Immortus sorriu.
— Porque o multiverso não precisa de alguém que saiba o futuro.
Ele olhou para a imensidão.
— Precisa de alguém disposto a protegê-lo quando o futuro mudar.
A câmera se afastou.
Tex cavalgava sob a lua.
Drácula caminhava ao seu lado.
E, acima deles, a Âncora brilhava silenciosamente
E em algum lugar no tempo e espaço, uma máquina ainda pulsando existia, o tempo não era nada e ao mesmo tempo tudo......
Fim.
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PermalinkA barcaça viking descendo das nuvens com Odin, no meio de robôs e de um caubói, é mistura de gibi de banca mesmo, tudo junto e sem pedir licença, e eu me diverti com isso! Aposto que aquela máquina ainda pulsando no fim é porta aberta pra outra névoa, e meu palpite é que o Drácula, agora guardião da Âncora, vai ser o primeiro a sentir.
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