Tato
O toque da boca
Que perpassa a roupa
E eu fico atônito
Pensando em você
O olho no olho
Me deixa afoito
Eu lembro do gosto
Que tem seu prazer
Viro crente
Declamo por santos enquanto me torço em seu ventre
Suor
Sabor
Sentir
Calor
Fluir
Amor
Pedir
Propor
Prazer
Pudor
Despir
Dispôr
O fim da raça e a procura do fôlego
E quase como quem me odeia
Cê vem de rebote e me prende na teia
Eu que me julguei forte, fui pego na peia
No ato eu sou teu dono, na rua, teu esteio.