Tudo nesse texto gira em volta de pagar. Pagar pra não pensar, pagar pra agradar, pagar a dívida. Mas o que você tá pagando mesmo? Qual é o custo que não sai mais?
Tempo
Deprimente.
In groups
Pensamento
Tudo nesse texto gira em volta de pagar. Pagar pra não pensar, pagar pra agradar, pagar a dívida. Mas o que você tá pagando mesmo? Qual é o custo que não sai mais?
Conteúdo da publicação
Deprimente.
Esperanças, sonhos e tantas vontades que com certeza não serão atendidas.
Momentos não significam muito diante das grandiosas inconsequências e acontecimentos que nos reverberam em um ar nostálgico, intrigante ou inquietante, dependendo de como no trabalho, em casa, no sofá, estejam sendo sentidos na sua humilde psique.
O pior de tudo é a credibilidade com quem passa tentando aproveitar, porém pagando e pagando muito alto, há gente que não concorde, mas agradar também demanda que se pague. Constante pagando, tentando pagar para não pensar em estar pagando.
Um presente, mas também uma certeza e uma incumbência.
Certeza sobre planejamento para suprir necessidades, as quais nos diferenciam, e não há dúvida que seja isso, e de fazer tudo determinado, simétrico e micro metricamente alinhado, quase indestrutível, com ênfase no quase.
Mais uma vez enfrentando o medo de ser navegante sem rumo, e nunca, nunca se pode desprender, repugnante, cada linha tem de estar completamente fundida em outra, sem emaranhar, sem curvas, sem caminhos “tortos”.
Para além dessas amarras, há a culpa de não acompanhar essa tese, da dívida não ter sido abonada.
Seria essa uma dívida? Está tão impregnada que nem thinner tira.
Afastamento de lugares e pessoas, pertencimento e compreensão em outros, consenso é ilusório, não acredito nesse conceito em qualquer âmbito.
Intrínseco a ideia de falta de olhares, sensações, explosões de adrenalina, há a inércia da robotização das ações, sem questionamentos que evisceram.
Junto a todos nós, só as possibilidades que talvez haja arrependimentos ou expectativas desmanchadas, que foram esmurraçadas na porta detrás das prioridades.
Não é coincidência que tudo isso é apavorante, mas apavorar também é viver, e sentir medo das consequências desse gigante em terra de formigas, é rotina.
Thoughts
-
PermalinkTudo nesse texto gira em volta de pagar. Pagar pra não pensar, pagar pra agradar, pagar a dívida. Mas o que você tá pagando mesmo? Qual é o custo que não sai mais?
-
PermalinkPor que você começou com 'deprimente' logo de cara?
-
PermalinkSim, é exatamente tudo isso mesmo que você tá descrevendo.
-
PermalinkVida é pesada mesmo, mas a gente segue do jeito que pode.
-
PermalinkComo é que você consegue pensar tudo isso enquanto trabalha?
-
PermalinkTem alguém específico por trás desse texto ou é a vida em geral?
-
PermalinkDormiu enquanto escrevia isso? Tem peso de quem tá muito cansado.
-
PermalinkTem dias que é isso mesmo. Trabalhar pra pagar, pagar pra não pensar.
-
PermalinkCansaço é real mesmo. Dia inteiro de correria deixa a gente assim.
Related posts
-
Era só você
Sutilmente, pareço me desfazer.
-
Poesia - Uma bela camponesa
Poesia escrita em 2013, com o questionamento da visão do homem de "ser o protetor", e acaba por ser protegido. Se questiona também sobre a superioridade - na visão dele - em relação aquela mulher simples, que o protegeu e o salvou.
-
Liberdade
Mudar de cidade,cruzando a fronteira,
-
Manuscrito das três faces
Diácono do caos
-
Precisando partir.
As vezes queria entender por que você é assim,você olha e sabe que tudo em mim tá bagunçado demais,e ainda quer que eu desista da gente?
-
Esse escrevi desidratada
sinto-me como quem nasce, traumatizado em todas as faces, mergulhado do licor do ventre, porém ainda sedento morto de sede.
-
C 01 : Se eu abrir a porta.
Se eu abrir a porta... Os dias lá fora começam e terminam impiedosamente. O que importa?
-
As paredes
As Paredes