Deprimente.
Esperanças, sonhos e tantas vontades que com certeza não serão atendidas.
Momentos não significam muito diante das grandiosas inconsequências e acontecimentos que nos reverberam em um ar nostálgico, intrigante ou inquietante, dependendo de como no trabalho, em casa, no sofá, estejam sendo sentidos na sua humilde psique.
O pior de tudo é a credibilidade com quem passa tentando aproveitar, porém pagando e pagando muito alto, há gente que não concorde, mas agradar também demanda que se pague. Constante pagando, tentando pagar para não pensar em estar pagando.
Um presente, mas também uma certeza e uma incumbência.
Certeza sobre planejamento para suprir necessidades, as quais nos diferenciam, e não há dúvida que seja isso, e de fazer tudo determinado, simétrico e micro metricamente alinhado, quase indestrutível, com ênfase no quase.
Mais uma vez enfrentando o medo de ser navegante sem rumo, e nunca, nunca se pode desprender, repugnante, cada linha tem de estar completamente fundida em outra, sem emaranhar, sem curvas, sem caminhos “tortos”.
Para além dessas amarras, há a culpa de não acompanhar essa tese, da dívida não ter sido abonada.
Seria essa uma dívida? Está tão impregnada que nem thinner tira.
Afastamento de lugares e pessoas, pertencimento e compreensão em outros, consenso é ilusório, não acredito nesse conceito em qualquer âmbito.
Intrínseco a ideia de falta de olhares, sensações, explosões de adrenalina, há a inércia da robotização das ações, sem questionamentos que evisceram.
Junto a todos nós, só as possibilidades que talvez haja arrependimentos ou expectativas desmanchadas, que foram esmurraçadas na porta detrás das prioridades.
Não é coincidência que tudo isso é apavorante, mas apavorar também é viver, e sentir medo das consequências desse gigante em terra de formigas, é rotina.