Com o passar do tempo, percebi que talvez eu tenha idealizado demais. Criei expectativas onde só existiam possibilidades e enxerguei para sempre em quem nunca prometeu ficar.
Passei tanto tempo procurando amor em outra pessoa que esqueci de procurar dentro de mim. Aceitei migalhas, permaneci em silêncios e tentei convencer meu coração de que metade também era suficiente.
Mas o tempo ensina, mesmo quando dói.
Hoje entendo que a maior ilusão não foi acreditar em alguém. Foi acreditar que eu precisava de alguém para me sentir completo.
No fim, descobri que o amor que eu tanto procurava nunca esteve nas mãos de outra pessoa. Ele sempre deveria ter começado em mim.
E talvez essa seja a carta que eu nunca deveria ter escrito para você, mas sim para mim mesmo.