Confesso que eu aqui estava
preso nas palavras que restavam
sobre esse caso que foi meu,
que tanto lamentou e remoeu.
Me disse que não servia:
inútil, incapaz e cheio de maresia.
Nada do que fui o admirou.
Me contou enquanto me enforcou.
Atraído pelo quebrado estive.
Traído e destruído me mantive.
Esperança que via em outrora
um despertar de fuga na aurora.
Vilão e vítima me tornei
aos olhos daquele que amei.
Amaldiçoado eu sou por viver
uma vida de pesar e sofrer.
O tempo há de me libertar
daquela alma sebosa a urrar.
Maldito aquele que me violentou
enquanto se gabava pelo que herdou.
Música e censura era o que me restava
enquanto palavras me eram açoitadas.
Orgulho viril foi o que nos destruiu
enquanto ele sorria de forma tão vil.