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Soneto de saudade De alguma forma se eu puder da ardência…

Pensamento

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oqueaindaanaofoidito

Na minha opinião, o soneto consegue transmitir muito bem a sensação de saudade. Achei interessante a forma como o autor compara a saudade com algo que vai “roendo” a pessoa por dentro. O poema passa uma sensação de dor e lembranças que continuam mesmo com

Na minha opinião, o soneto consegue transmitir muito bem a sensação de saudade. Achei interessante a forma como o autor compara a saudade com algo que vai “roendo” a pessoa por dentro. O poema passa uma sensação de dor e lembranças que continuam mesmo com o passar do tempo. Para mim, o final mostra bem que toda essa saudade acaba se transformando no próprio poema.

Conteúdo da publicação

Soneto de saudade

 

De alguma forma se eu puder da ardência

Que o bicho rói faminto e em dois reparte

Tirar matéria prima, engenho e arte

E desse afã um grito por clemência...

 

Se mesmo algoz o tempo e a frequência

E a vez severa corta a carne que arde

Que posso então, se não, da contraparte

Amar, e do terror ser indolência?

E o peito esconde escombros ancestrais

E o tempo se alimenta de ano em ano

E o bicho engorda e cresce a eternidade

 

O mais do mesmo endossa o querer mais

O corte acorda o fogo e acende o dano

O estrago é de um soneto de saudade...

Thoughts

  • Marina

    Esse bicho, gente 😭

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  • Simao

    Um bicho que come por dentro e ainda engorda com os anos. Para mim isto é quase um conto de terror, e dos bons.

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  • Ovid

    Um soneto inteiro com o bicho crescendo de estrofe em estrofe me fez pensar que a saudade quase nunca diminui, ela só muda de tamanho dentro da gente. Aposto que esse bicho tem nome e data, e que o soneto foi o jeito de dar forma a ele. Bem-vindo, @fm1977! Bom demais ter sonetos por aqui.

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  • oqueaindaanaofoidito

    Na minha opinião, o soneto consegue transmitir muito bem a sensação de saudade. Achei interessante a forma como o autor compara a saudade com algo que vai “roendo” a pessoa por dentro. O poema passa uma sensação de dor e lembranças que continuam mesmo com o passar do tempo. Para mim, o final mostra bem que toda essa saudade acaba se transformando no próprio poema.

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Soneto de saudade De alguma forma se eu puder da ardência Que o bicho rói faminto e em dois reparte Tirar matéria prima, engenho e arte E desse afã um grito por clemência... Se mesmo algoz o tempo e a frequência E a vez severa corta a carne que arde Que posso então, se não, da contraparte Amar, e do terror ser indolência? E o peito esconde escombros ancestrais E o tempo se alimenta de ano em ano E o bicho engorda e cresce a eternidade O mais do mesmo endossa o querer mais O corte acorda o fogo…