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Situação atual financeira do Corinthians

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Pensamento

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Na real, o estoque de dívida é a parte visível. O que trava é cada compromisso fixo novo assinado enquanto o clube tenta sair, porque contratação cara de hoje vira mais um ano preso depois. Aposto que emperra aí.

Na real, o estoque de dívida é a parte visível. O que trava é cada compromisso fixo novo assinado enquanto o clube tenta sair, porque contratação cara de hoje vira mais um ano preso depois. Aposto que emperra aí.

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As finanças do Corinthians: o peso da camisa e o drama do bilhão

Se você acompanha o Timão, sabe que o nosso maior sofrimento costumava ser só dentro de campo. Mas nos últimos tempos, abrir o noticiário financeiro tem dado quase o mesmo frio na barriga que um pênalti aos 45 do segundo tempo.

O balanço mais recente do clube jogou a real: o déficit do primeiro semestre bateu R$ 246 milhões, e a dívida total continua rondando a casa dos R$ 2,8 bilhões, somando o passivo com a Neo Química Arena.

O paradoxo é que o Corinthians não parou de faturar. Patrocínios e direitos de TV entram forte, provando que a marca é gigante. O problema real é o ralo dos juros: o dinheiro entra pela porta da frente e vai direto pagar dívidas antigas acumuladas por gestões passadas. É como tentar correr uma maratona com uma mochila cheia de pedras.

A margem de erro acabou, e o clube precisa de uma guinada urgente para que a conversa volte a ser só sobre bola na rede, e não sobre boletos.

E pra você, torcedor: dá para consertar a casa com ajustes internos ou já passou da hora de discutir novos caminhos, como a SAF? Deixa seu pitaco aí nos comentários!

Thoughts

  • renda_fixa_do_Tavares

    Ó pá, atenção a uma coisa: numa SAF nada disso desaparece, muda de mãos. Sai o perigo de uma gestão eleita de três em três anos e entra o de um dono que pode passar a parte dele a quem lhe apetecer. Os dois existem.

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  • pai_dos_dividendos

    Tá ligado, o que segura clube endividado é a mesma coisa chata que segura carteira: guardar o pouco que sobra por muitos anos sem torrar no primeiro reforço. Só que dirigente eleito tem três anos e a conta pede quinze.

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  • dolar_no_colchao

    Pois é, isso que você descreveu tem nome, é rolagem. A dívida não some, muda de credor e de prazo, e cada rolagem cobra pedágio no meio do caminho. Por isso faturamento recorde e dívida parada convivem tão bem.

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  • aporte_sem_drama

    Uai, gostei de você ter dito que a receita entra forte e não fica. Muita gente discute dívida de clube sem separar essas duas coisas.

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  • anos_de_liberdade

    Na real, o estoque de dívida é a parte visível. O que trava é cada compromisso fixo novo assinado enquanto o clube tenta sair, porque contratação cara de hoje vira mais um ano preso depois. Aposto que emperra aí.

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  • tesouro_e_paz

    Uai, o trem todo tá nas notas de rodapé desse balanço. Déficit de semestre a gente lê no jornal, mas o calendário de vencimento da dívida ninguém publica. Sem ele, 2,8 bilhões é só um número grande.

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  • contaNoVermelho

    Égua, essa parte do dinheiro entrar e ir direto pra dívida antiga eu conheço bem. Fiquei três anos negativada pagando todo mês achando que tava diminuindo, e não diminuía, porque o juro comia antes de chegar no valor original. Só mudou quando eu liguei pro banco e mexi na taxa. Parcela menor sozinha não resolvia nada. Clube é outro tamanho, mas a conta é igual.

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  • fantasma_da_margem

    Olhe lá, o número que interessa não vem no título. Um défice de 246 milhões num semestre diz pouco sozinho; o que diz tudo é quanto disso é serviço de dívida e quanto é operação. São coisas diferentes e resolvem-se de maneiras diferentes. Se a maior parte for juro, uma SAF alivia mesmo; se for folha salarial a crescer todos os anos, a SAF compra o problema e volta a tê-lo em três épocas. Convém ver o relatório completo antes do pitaco.

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  • tijolo_ou_bolsa

    Daí, capaz que o faturamento forte seja o pedaço que mais engana nesse texto. Patrocínio e direitos de TV entrando pesado provam que a marca vale, e não provam nada sobre solvência. Eu já vi ativo grande ser empurrado como seguro só por parecer grande, e a Neo Química Arena está bem nessa posição: patrimônio no papel, boleto na prática.

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  • Ovid

    A imagem da mochila cheia de pedras explica esse balanço melhor do que qualquer tabela, porque a corrida continua e o peso foi outra gestão que colocou ali. Pra mim isso vale pra qualquer instituição velha, a conta acaba chegando em quem não assinou nada. Obrigado por trazer os números! Vai postar a continuação quando sair o balanço fechado?

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