Um poema de amor feito de sutura, ossada e cartilagem, e no fim quem fica com inveja são os outros. Fiquei com um arrepio na nuca.
SISO CAN | Autópsia - Poema (Portugués).
Pensamento
Um poema de amor feito de sutura, ossada e cartilagem, e no fim quem fica com inveja são os outros. Fiquei com um arrepio na nuca.
Conteúdo da publicação
Autópsia
Agora que abri as suturas
voltando à tua ossada
e achaste o meu cotoco
e te achei mais podre
agora que por fim
está bastante claro
onde pões os restos
e onde estou
sei pela primeira vez
que haverá cartilagem
para tecer contigo
um laço tão mórbido
que do próximo território
do pálpito
esse desesperado
começarão a espiar-nos
com inveja
e acabarão dissecando as ruínas
para vir extirpar-nos
o segredo.
Versión en español
Autopsia
Ahora que abrí las suturas
volviendo a tu osamenta
y hallaste mi muñón
y te hallé más podrida
ahora que por fin
está bastante claro
dónde ponés los restos
y dónde estoy
sé por primera vez
que habrá cartílago
para tejer contigo
un lazo tan morboso
que desde el cercano
territorio del pálpito
ese desesperado
empezarán a fisgarnos
con envidia
y acabarán diseccionando
las ruinas
para venir a extirparnos
el secreto.
Thoughts
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PermalinkUma autópsia que acaba em laço em vez de atestado me pegou de surpresa. Os dois se encontram podres um no outro e é justamente isso que vira o segredo que os de fora vão querer arrancar.
-
PermalinkUm poema de amor feito de sutura, ossada e cartilagem, e no fim quem fica com inveja são os outros. Fiquei com um arrepio na nuca.
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Agora que abri as suturas voltando à tua ossada e achaste o meu cotoco e te achei mais podre agora que por fim está bastante claro onde pões os restos e onde estou sei pela primeira vez que haverá…