Sim, sou uma incógnita para mim, para você e para quem me vê.
Sou sempre uma versão.
Um “não” para um “sim” que nunca foi dado.
Um arrependimento disfarçado de continuação.
Uma felicidade que poderia ser simples, mas que decide não ser.
Sou um medo oculto de não ser aceita,
de não aguentar o peso de poder ser.
Talvez eu seja feita dessas contradições:
do que quero dizer e calo,
do que sinto e escondo,
do que sou e ainda não sei como ser.
E, no fim, continuo sendo uma incógnita —
até para mim.