Na locadora que eu frequento,
há uma moça que tem seu nome.
Às vezes passo por ela
e lembro do seu nome.
Na rua onde caminho,
vejo placas e letreiros,
e entre tantas palavras
procuro pelo seu nome.
Às vezes olho para o céu,
as nuvens mudam de lugar,
e por alguns poucos segundos
quase formam seu nome.
No caderno da escola,
entre contas e desenhos,
uma palavra qualquer
me lembra o seu nome.
Quando escuto uma música
tocando bem baixinho,
parece que cada nota
quer dizer seu nome.
No vento que passa pela janela,
nas folhas que caem no chão,
até o silêncio parece
guardar o seu nome.
Eu tento não pensar nisso,
mas não consigo evitar,
porque em pequenas coisas
eu encontro seu nome.
Talvez seja coincidência,
talvez seja imaginação,
mas seu nome aparece
em cada canto da minha atenção.
E quando chega a noite
e o céu fica todo escuro,
olho para as estrelas
e lembro do seu nome.
Pode ser que amanhã
eu já não veja nada disso,
mas, por enquanto, seu nome
continua comigo.