Dezoito de março, dois mil e dezenove,
o destino escreveu o que ninguém descreve.
Encontrei uma menina, sem imaginar,
que seria o meu abrigo, meu eterno lugar.
Mal nos conhecíamos, mas eu pude sentir,
que nos teus braços enfim eu podia existir.
Entre risos e tempestades, aprendemos a crescer,
o tempo fez de nós dois outra forma de viver.
Veio então dois mil e vinte e cinco, o pior da minha estrada,
fracassos, decepções, minha alma despedaçada.
Eu caía num abismo, sem saber se havia chão,
e o que ainda me mantinha era segurar tua mão.
Mas chegou dois mil e vinte e seis, o ano da despedida,
quando junto com você foi embora minha vida.
Continuei tropeçando, sem conseguir levantar,
até que você partiu… sem sequer olhar.
Nunca foi o fim que mais feriu meu coração,
foi pedir tua ajuda na minha escuridão.
Estendi minha mão, implorei por direção,
mas encontrei silêncio onde buscava salvação.
E então, três dias depois, veio a maior dor,
um retrato mostrando você buscando outro amor.
Sete anos resumidos em tão pouco tempo assim…
como se nossa história nunca tivesse sido o fim.
Como pode sete anos perderem para três dias?
Foi essa pergunta que roubou minhas alegrias.
Fiquei preso nos pensamentos, sem saber quem eu sou,
achando que nunca fui tudo aquilo que você sonhou.
Talvez eu nunca tenha sido o suficiente pra você,
e essa dúvida ainda insiste em me prender.
Passei tanto tempo tentando ser alguém melhor,
e hoje recolho sozinho os pedaços da minha dor.
Ainda me perco lembrando do que um dia senti,
procurando teu rosto em tudo que eu vivi.
Eu te amo… mesmo sem conseguir mais te amar,
porque certos sentimentos não sabem terminar.
Você continua sendo o amor da minha vida,
mas já não é a pessoa pra dividir minha partida.
E, por mais que eu doa escrever essa conclusão,
aceito que o amor também aprende a dizer “não”.
Perdão por fazer nós dois desperdiçarmos tanto chão,
porque o tempo é um tesouro, não volta à nossa mão.
Sete anos que jamais serão jogados no lixo, não…
Pois, apesar do fim, fizeram quem hoje mora em meu coração.