Sempre tive dificuldade com quem vive no meio-termo.
Com quem nunca escolhe ficar, mas também nunca tem coragem de ir. Com quem oferece metades esperando que elas sejam suficientes.
Eu nunca quis quase. Nunca quis mensagens sem intenção, presença sem permanência ou sentimentos pela metade. Porque o "talvez" machuca mais do que qualquer "não".
Se um dia você ler isso, saiba que eu teria aceitado a ausência sem ressentimento. O que eu nunca consegui aceitar foi a indecisão.
No fim, descobri que a porra nenhuma dói menos do que metade de alguém.