(Intro)
Aumenta o volume que o papo é reto e sem curva
A covardia tá na rua, sob o sol ou sob a chuva
Não é luta de igual, é covardia explícita
Onde a força bruta se acha no direito da visita.
(Verso 1 - O Homem contra a Mulher)
Mão pesada que levanta pra quem devia proteger
O covarde se agiganta quando vê a mulher sofrer
É soco no rosto, é puxão de cabelo no meio do nada
O sangue escorre no asfalto da calçada
Ele acha que é dono, que a vida dela é objeto
Descarrega o ódio, num ato abjeto
Aumentou todo dia, o feminicídio é real
O homem que bate em mulher é o câncer social.
(Verso 2 - Mulher contra Mulher / Violência na Rua)
E o que dizer do cenário que a gente vê por aí?
Mulher contra mulher se batendo pra geral rir
Se humilhando na rua, se espancando no chão
Enquanto o público filma e posta com o celular na mão
A raiva vira espetáculo, o respeito se perdeu
Uma puxa a outra pro abismo que o sistema escolheu
Violência feminina que cresce na palma da mão
É o soco que corta a carne e fere o coração.
(Refrão)
É covardia na rua, é agressão no portão
Onde foi parar a nossa proteção?
Homem que bate em mulher é verme, é o fim
Mulher se espancando? O mundo tá ruim assim!
Basta de sangue, o asfalto já tá saturado
Queremos respeito, não corpo estirado