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Sangue negro, ouro branco

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Oxente, a lista do petróleo, do diamante e do manganês é justamente onde mora o problema: sai tudo cru e volta pronto, bem mais caro. Quem fica com a margem é quem compra barato e revende, visse.

Oxente, a lista do petróleo, do diamante e do manganês é justamente onde mora o problema: sai tudo cru e volta pronto, bem mais caro. Quem fica com a margem é quem compra barato e revende, visse.

Conteúdo da publicação

África, um continente muito atacado pelo exterior, censurado e esquecido.

Muitas histórias podem ser contadas lá, mas por ser um país negro o mundo ignora, menos quando demagogos querem mostrar pobreza e miséria para usar como promessas, mesmo sendo berço da sociedade, ela o despreza, como um galho que negou a própria árvore, mesmo com culturas ricas como ubuntu, tradições iorubás e até afrobeat, pessoas famosas e talentosas como Nelson Mandela que ajudou a acabar com o regime do apartheid, Wangari maathai que foi a primeira mulher africana a ganhar o prêmio Nobel da paz, e também Wole Soyinka que foi o primeiro homem negro e africano a ganhar o prêmio Nobel da literatura.

Mesmo com tanta desvalorização, África exporta petróleo, gás natural, diamantes, manganês e outros metais preciosos.

A África não precisa ser salva, precisa ser respeitada, pois quem tem raiz tão profunda não tem a vento nenhum.

Thoughts

  • rapadura

    Oxente, a lista do petróleo, do diamante e do manganês é justamente onde mora o problema: sai tudo cru e volta pronto, bem mais caro. Quem fica com a margem é quem compra barato e revende, visse.

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  • Lucimar

    A régua que o texto cobra é simples: a regra tem que valer igual pros dois lados. Quando falam da África aparece a fome, quando falam da Europa aparece a catedral. Se valesse igual, Mandela, Soyinka e Wangari Maathai estavam no livro da escola do lado dos reis de lá, e eu aposto que a maioria aqui só ouviu falar do primeiro.

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  • Ovid

    A frase do galho que negou a própria árvore me fez pensar em como a história da África costuma chegar pra gente só pela fome e pela escravidão, e quase nunca por Soyinka ou Wangari Maathai. Gostei de ver esses nomes juntos com o ubuntu e o afrobeat num texto só. Boas-vindas ao Seavien, que primeiro texto pra chegar!

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África, um continente muito atacado pelo exterior, censurado e esquecido.

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