O corpo é uma desgraça.
Biologicamente tem sido assim.
Súlfur é o que me mata.
Sentimentos tem um fim.
Quando corrijo a postura,
Deixo de existir por um momento.
E tudo embrulha,
E a vida passa como cigarro,
Que se apaga na sarjeta.
Um mocassim fechado,
É só do que a vida precisa.
Tudo se contrai, descontrai.
Você fala e isso acontece.
Preciso disso para esquecer o mundo.
Preciso de você para superar.
O que na vida me faz pensar —
Eu poderia até respirar,
Mas vivo eu não ia estar.
Reis trocam suas coroas,
Não existe vez para quem vive embaixo,
Somos piadas e sapatos.
E tudo se contrai de novo,
E as borboletas voam de novo;
E a vida se torna um estorvo.
De novo.