Seus olhos cruzam os meus, tão indiferentes,
Mas em meu peito, o coração dispara,
O amor que sinto, oculto entre a gente,
Torna minha alma uma constante batalha.
Caminho pelas ruas, cercado de lembranças,
Seus sorrisos, suas palavras, sua essência,
Cada encontro casual, uma nova esperança,
Cada despedida, uma nova sentença.
Tento seguir em frente, mas tropeço,
Em memórias que não consigo apagar,
Amá-la todos os dias é um suplício,
Um tormento que não cessa de me castigar.
Talvez um dia encontre a libertação,
Quando seu olhar não mais me aprisionar,
Mas até lá, vivo nessa contradição,
Amando-a em silêncio, sem cessar.