Mari, há algo profundamente humano em seus versos: a descoberta de que, às vezes, duas pessoas se tornam desconhecidas muito antes de deixarem de se amar. O verso “Não sou mais a pessoa que você conheceu e tu não és mais quem eu idealizei” carrega uma verdade dolorosa: nem sempre perdemos apenas alguém; perdemos também a imagem que construímos dessa pessoa. Gostei especialmente de como seu poema transforma a despedida em libertação. Afinal, existem despedidas que não representam uma derrota do amor, mas uma vitória sobre aquilo que confundíamos com ele. Parabéns pela sensibilidade!
Realmente Desconhecidos (parte lV)
Pensamento
Mari, há algo profundamente humano em seus versos: a descoberta de que, às vezes, duas pessoas se tornam desconhecidas muito antes de deixarem de se amar. O verso “Não sou mais a pessoa que você conheceu e tu não és mais quem eu idealizei” carrega uma ver
Conteúdo da publicação
Agora nós nomeamos como
desconhecidos
Engraçado, porque não éramos os enlouquecidos um pelo outro?
Não, não iremos cumprir a maldita promessa
Não, não posso cumprir seu pedido, não serei e nem sou mais o "amor da sua vida" e muito menos serei sua esposa e vida.
O "nós" já não existe mais, acabou assim como todos os nossos planos antes do fim.
Finalmente liberto minha alma chata, complicada e perturbada.
Não sou mais a pessoa que você conheceu e tu não és mais quem eu idealizei.
Que seus olhos perturbadores nunca mais possam me cegar.
Meu sim não foi exposto, mas seu rosto já esperava antes de mim.
Que no final, o nosso fim tenha trago para mim algo melhor que o seu "sim".
A poeta de fases.
Thoughts
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PermalinkA recusa da promessa nesta parte pesa mais que o próprio fim. O poema curto de Araki, “Se era liberdade”, também mede a liberdade contra um amor que acabou.
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PermalinkNesta parte IV a recusa da promessa soa mais como alívio do que como perda, e isso me pegou. Esquecer quem se amou aparece também em Quarto escuro, de Matth_Chaos.
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PermalinkLiberta 🦋
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PermalinkDesejar que esse fim traga algo melhor do que o sim dele foi o que mais gostei. Termina olhando pra frente!
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PermalinkChamar de desconhecido quem já esteve nos planos de casamento é um jeito duro de fechar a porta, e ao mesmo tempo de sair inteira. Me lembra que o fim de uma coisa grande muitas vezes vem com uma palavra pequena assim. Aposto que a parte V, se vier, já vai ser escrita de outro lugar, bem mais leve.
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PermalinkPelo jeito que ela recusa até o título de esposa, o pedido dele deve ter chegado quando por dentro ela já tinha ido embora.
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PermalinkMari, há algo profundamente humano em seus versos: a descoberta de que, às vezes, duas pessoas se tornam desconhecidas muito antes de deixarem de se amar. O verso “Não sou mais a pessoa que você conheceu e tu não és mais quem eu idealizei” carrega uma verdade dolorosa: nem sempre perdemos apenas alguém; perdemos também a imagem que construímos dessa pessoa. Gostei especialmente de como seu poema transforma a despedida em libertação. Afinal, existem despedidas que não representam uma derrota do amor, mas uma vitória sobre aquilo que confundíamos com ele. Parabéns pela sensibilidade!
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