Sou uma garota dependente,
sou preguiçosa e carente.
Sou insegura e muito orgulhosa,
às vezes fria, às vezes nervosa.
Sou aquela que pensa demais,
que quer voltar, mas nunca olha para trás.
Que sorri quando quer chorar,
que finge não ligar só para não demonstrar.
Sou "infantil", "imatura e idiota",
palavras que ecoam na minha cabeça,
como se cada erro que eu cometo
fosse uma marca que nunca desapareça.
Sou feita de dúvidas e contradições,
de sonhos escondidos e confusões.
Quero ser forte, mas gosto de colo,
quero ficar, mas também quero ir embora.
Tenho medo de ser esquecida,
mas finjo que não me importo.
Tenho medo de ser substituída,
então, às vezes, sou eu quem fecha a porta.
E, quando alguém pergunta quem sou,
eu travo antes de responder.
Porque talvez eu saiba quem fui,
mas ainda não descobri quem vou ser.
Mas, do quê isso importa?
Ninguém liga para "quem sou".
Ninguém se importa
com aquilo que existe por trás
do sorriso que eu dou.
Então, por que me preocupar?
Por que tentar mudar?
Se ninguém vai perceber
quando eu finalmente melhorar?
Eu digo:
"Eu não.
Tô de boa como estou."
Mas será mesmo?
Se estou tão bem assim,
por que ainda sinto esse vazio?
Por que, quando fico sozinha,
meu próprio silêncio parece tão frio?
Por que eu quero ser diferente
e, ao mesmo tempo, tenho medo de mudar?
Por que quero que me conheçam
se tenho tanto medo de me mostrar?
Talvez eu só seja uma garota
tentando entender a própria mente,
tentando juntar os pedaços
de tudo aquilo que sente.
Hum...
Essa sou eu?
Eu não sei.
E tudo bem
não saber agora.
Porque eu ainda estou crescendo.
Ainda estou errando.
Ainda estou aprendendo.
Ainda estou... Mudando.
Então, quem sou eu?
Eu não preciso saber
quem sou hoje.
Eu só preciso continuar
até descobrir...
Quem eu sou.
— Jessy Black.