Não sei se você já percebeu, mas todas as minhas histórias terminam com uma pergunta.
Por muito tempo, achei que era apenas um jeito de prender o leitor.
Hoje, penso que talvez não.
Talvez eu escreva perguntas porque também estou vivendo uma.
A verdade é que ainda não sei exatamente quem sou.
E, pela primeira vez, isso não me assusta.
Nem sempre a vida nos pede respostas.
Às vezes, ela só nos pede coragem para continuar caminhando, mesmo sem entender o destino.
Porque algumas respostas não aparecem quando paramos para procurá-las.
Elas surgem enquanto vivemos.
Enquanto erramos.
Enquanto mudamos.
Quem eu sou hoje não precisa ser quem serei amanhã.
E talvez seja justamente essa possibilidade de mudança que torna a vida tão bonita.
No fim, talvez a pergunta mais importante não seja "Quem eu sou?"
Mas...
"Quem estou me tornando?"