Sei lá,
é estranho pensar
em como a gente era
e em como a gente está agora.
Nem nos falamos mais,
e isso ainda parece estranho.
Quase todos os dias
eu volto às nossas fotos,
à época em que a gente era mais próximo,
quando tudo parecia tão simples.
E, às vezes,
ainda penso em te mandar mensagem,
te chamar pra jogar,
ou simplesmente contar
alguma “fofoca” qualquer.
É estranho pensar
que você parece estar se tornando um “ex”
para mim.
Eu penso em tudo que aconteceu
e, às vezes, me pergunto:
por que carrego a culpa
por algo que nunca foi
somente culpa minha?
Será que você conseguiu entender meu lado,
ou será que, em algum momento,
sequer tentou?
Às vezes,
parece que você se importa tanto,
e em outras,
simplesmente parece não se importar.
Me surpreende
o quanto minha cabeça ficou confusa em relação a você,
quando antes
eu tinha tanta certeza do que sentia.
Sinto sua falta,
mas, ao mesmo tempo,
não sinto nada.
E, de certa forma,
chega a ser engraçado.
Você foi a pessoa
que mais chegou perto
de ter a minha amizade
mais pura e honesta.
Eu queria poder saber
tudo aquilo que você pensa,
saber se sente o peso
da mesma forma que eu sinto.
Mas é estranho pensar
que o seu maior conselho
ainda está na minha cabeça:
“Não busque o que te faz mal.”
E talvez seja por isso
que eu não vou te procurar,
nem tentar mudar
o final da nossa história.