Fria e metida.
Meu pai me disse que sou uma princesa, então ando na linha.
Sempre tentei ser uma boa filha, ser uma boa menina.
Não ache que isso me tornou fraca ou burra, fácil de pegar e abandonar no outro dia.
Sou ingênua, distraída e, de fato, me incomodava a sensação de ser excluída.
Porém, sempre fui bonita, minha alma sempre foi criativa.
Eu posso ser confiante, posso deixar que o mundo me veja como sou.
Porque eu sou linda.
Sou gentil, educada e justa, sempre dentro das medidas.
Sei que posso ser fria, que minha autoestima é confundida com a ideia de eu ser metida.
Mas o que eu posso fazer?
Cada um vê e vive da sua própria maneira a vida.
Uma coisa que sei é que não sou egoísta.
Durante tanto tempo lutei comigo mesma, me culpando por coisas que eu não podia prever.
Me odiei, me machuquei e me coloquei como a maior inimiga.
Então eu parei e escutei o que menos queria.
Do que adiantou? Já estava cheia de feridas.
Poderia cobri-las, esconder a minha sina.
Eu sou uma princesa, não uma guerreira, eu não deveria ter orgulho das marcas escondidas.
Me veja falar em bom tom, me veja te lembrar quem sou.
Me deixe te inspirar, te fazer olhar, sentir as minhas emoções.
Me permita te amar, sem restrições.
Podemos conversar, sei que amor incondicional não é para dois.
(Autoral de Sids)