Amor e Dor
I
Amor e dor
Nascem na chuva que cai.
Ventos e relâmpagos,
O céu se estremece
Na escuridão.
II
Há o tempo de plantar,
A chuva vai brotar.
A terra, ela é adubo,
Se bem preparada,
Se torna uma terra boa.
Dará frutos,
Boas colheitas.
III
Assim quando
O noivo e a noiva chegam,
As lamparinas,
As virgens prudentes
Que esperam o amor
Sem sair de casa,
Sem pressa,
Mas no tempo correto.
IV
Cair ou viver armadilhas
É o que ensina e amadurece,
Quando nos perdemos no sentido
De amar
Verdadeiramente.
V
Espera o noivo
Que vem pelas colinas,
Ele vem sobre os montes.
Ele é acolhido como rebanho,
Ele também
Tem um pastor
Pra guiar os passos
Ou o caminho.
VI
Lugares
Para viver o amor,
Compreender o amor.
O amor sangra,
Mas o amor nos faz
Reféns de coisas:
O medo de não conseguir...
Mas quem não tenta,
Como vai compreender?
VII
Se a gente fica,
Casa ou separa,
Apenas precisamos
De uma casa na rocha.
Sabe que o passado é lição,
Não a nossa história,
Nem o futuro.
VIII
Porque o amor é como um emprego:
Se fazemos por amor,
Ou se somos carregados pelas costas,
Cansados, como um fardo.
Como um carpinteiro, ele
Faz suas obras sozinho,
E os vendedores
Apenas são abutres
Sobre o real sentido de ter ou não.
IX
Se se trabalha em equipe,
Em equipe se faz a diferença:
Qualidades e defeitos,
Ciúme, inveja...
O real sentido é se a gente deve competir
Ou apenas respirar e dizer:
"Não sou como você".
X
Então se faz aquilo
Que está dentro do seu coração.
Sairão palavras corretas,
Justas da sua boca.
Saberá que quem não tem pecado,
Que atire a primeira pedra
Sobre o amor.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho