Eu
Ser profano
Seria se o acaso
De silêncios cristalinos fosse
Ou
De todo
Eu tivesse sido
Ao menos por um momento
A indescritível manifestação de um prelúdio
A surreal aurora
Da abóbada não rudimentar
Quem sabe até mesmo
A nascente força
O poderoso elemento circundante
Bem mais que teor elementar
Abrangendo por decreto
O etéreo
E sendo assim
Unicamente existência
E ser perpétuo
Fui concedida permissão
E concretude
A suprema confirmação infinda
Na sua plena condição
Exata
E vasta…
Diuturna essência amplamente paralela
Materializada pela solidão cosmogônica
Desse nosso eterno prumo
Oh!
Totalidade hegemônica
Íntimo princípio do sobrenatural
Tal qual
Nobre primordialidade
A solicitude nua
Da langorosa noite
O Símbolo máximo
Daquela inicial página
Restrita
Que outrora
Me permitiu ir de encontro
Aos principesco ostracismo
Em sua suprema personificação austera
E veracidade
Intimando
A comoção não funesta do consagrado
Ato
Ato veraz
Que cada vez mais
Fundamental se tornaria
Mesmo e quando ali na melancolia
Estivesse
No mais
Canhestro sentimento breve
Sendo de fato
E de verdade probidade
Tudo isso devido
Ao uso indevido do
véu
Não a aurora
Embora
Sua singular conduta
Ousou gerar o consentimento