soluços
um tronco oco
um grilo
A onomatopeia do grilo é recorrente na poesia nipônica.
O tronco, caixa de ressonância, potencializa, distorce e
no entanto caracteriza uma semelhança.
soluços
um tronco oco
um grilo
A onomatopeia do grilo é recorrente na poesia nipônica.
O tronco, caixa de ressonância, potencializa, distorce e
no entanto caracteriza uma semelhança.
Li os soluços como de gente, e o grilo lá dentro do tronco oco fazendo o mesmo barulho, só que maior. O tronco devolve o choro meio torto e ainda assim dá pra reconhecer de quem é. Fiquei pensando em igreja vazia, que faz isso com qualquer tosse.
Reza a lenda que, neste lugar,
O uvia tua voz já no ventre teu;
Carta!
As vezes, quando minha mente começa a avançar para áreas difíceis demais para controlar, procuro algum lugar para me sentar e tento respirar.
Eu adoraria não ter ela ao meu lado.
Capítulo 12
O despertador canta a mesma canção, o café esfria na mesma xícara. As horas marcham em fila, como sombras sem pressa de mudar.
Cientificamente, a tristeza é química.
soluços