Chamar a moça de Setembro em vez do nome já entrega tudo, uai. Aposto que tem uma razão nesse mês que só você sabe e não vai contar.
Pressentimento
Pensamento
Chamar a moça de Setembro em vez do nome já entrega tudo, uai. Aposto que tem uma razão nesse mês que só você sabe e não vai contar.
Conteúdo da publicação
— “Estranherismo” — Leu, enquanto o examinava.
— …
—… Me diz, você escreve bem? — Perguntou sem levantar os olhos, continuando a escrever no caderno de empréstimos.
— Não, não acho; tenho apenas o habito de ler mesmo. — Respondi à mulher sem a confissão que queria.
— Tudo bem, aproveite.
— Vou.
Sei que é demasiado tarde. (Perdão). Mas, fui alertado a parar com minhas “investidas” após o “envio” da carta. Depois de algum tempo adquiri a obra citada acima, que mais tarde ao iniciar descobri que se tratava de… poesia.
Em fim.
“Setembro” hoje, ficou encarregada de auxiliar nas ministrações de uma docente de “mais experiência” (em respeito à sua idade). Aqui. “Setembro”, se sentara à primeira cadeira da fileira em que estou (ah, isto deveria estar no passado). Ela está vestindo a mesma camisa social, de um rosa claro, uma calça de linho branca confortável; não hei de me recordar de seus calçados, mas, diria que poderia ser um tênis. Ela também estava com seus cabelos loiros presos (hm…), e com seu óculos posto.
A docente “mais experiente” (pode estar soando de outra maneira, mas apenas não), organizou as fileiras restantes, preparara uma avaliação para aquele dia. Reduzindo as fileiras para apenas três. Começou a aplicação.
Após alguns minutos:
—… Estarei corrigindo a prova anterior, entregar para aqueles que conseguir ainda hoje — Disse a docente, se sentando, e fixando-se a seus próprios afazeres.
Setembro estava perambulando, não, “fiscalizando” os arredores, quando se aproximou da mesa da docente para cochichar algo que para minha ansiedade, não consegui ouvir com nitidez. Eu havia recebido minha prova, por sorte fui um dos primeiros a receber. Ah, o cochicho: ela parecia estar falando sobre ter reparado em algo que não posso definir com certeza, mas parecia se tratar sobre a prova. Sobre mim talvez? admito que, o que ouvi, me pareceu suspeito, principalmente com a concordância da docente, esta que sabe do que exatamente se tratava. Eu haveria de ter obtido uma nota “alta” à prova anterior, sendo um dos melhores entre toda a instituição (não há mérito se não é apenas você à ser premiado).
— Ei! Mais quanta conve- — Tentou repreender o volume da conversa daqueles que ainda não estavam levando a avaliação à serio. Ela batera seu pé à mesa enquanto caminhava em direção à ela. Todo riram… eu? Internamente… posso dizer que muito.
Quando a aplicação da avaliação chegou ao fim, e o intervalo chegou, sai dali. Fui diretamente para as estantes dos livros, à procurar discriminadamente algo que pudesse ler enquanto permaneceria à sala. Mas decidi descer. (Adivinhe quem teve a mesma ideia). Assim que tentei voltar para a sala ela já estava à porta, me virei bruscamente para seguir pelo corredor e encontrar as escadas. Pensei a ter deixado para trás, mas uma docente estava descendo as escadas lentamente, o que me atrasou. Ela aparecera logo atrás de mim, e quando pode se ajustar às escadas perguntou a docente se havia terminado um filme (que estava passando mais cedo à sala ao final do corredor), dali iniciando uma conversa enquanto descíamos as escadas… ‘juntos’. Consegui passar. Ela se foi conversando com a docente. Eu aqui, em uma sala vazia, escrevendo. Não li o livro que repousa sobre minha mesa.
Nem pude ler, o que queria. Ah é verdade, não era um livro aberto.
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— “Estranherismo” — Leu, enquanto o examinava.