PORCELANATO
Que graça há na vida? Você não entendeu?
Ela não te contou nem esclareceu?
Não havia escrita a ti, ó meu Deus...
A pena é a vinda para você, plebeu!
Nas tardes positivas, olhando o sol pôr,
Mas que final romântico: fim sem flor!
Veja a salada brega, ela é seu Ludor;
Não coloque a culpa, pois é só o odor.
A vida não é um curta, assim não vendeu;
Nem estava ouvindo quando escureceu.
O velho se perdeu lendo o rumor,
Olha, ele se cedeu sem nenhum pudor!
Nas Malvinas dessas ilhas, ó meu bem,
Nas caladas via o incrível desdém.
Abra a janela após tudo que viveu,
Mesmo no espaço em que você tremeu.
Desejo que pague o quanto mereceu,
Então vai lá viver o que não viveu!