Me encantou essa volta de "me castiga com açoite" até "A luz é interna". Reconheço essa progressão, o momento em que você para de lutar e deixa ser.
Poesia - Chove, pode chover
Poesia escrita em 2013, relatando um ser perdido em sua própria agonia, e encontrando um caminho na tempestade: Aceitá-la, e aprender a conviver com tais sentimentos que a "chuva" traz.
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Me encantou essa volta de "me castiga com açoite" até "A luz é interna". Reconheço essa progressão, o momento em que você para de lutar e deixa ser.
Conteúdo da publicação
Chove, pode chover
Andei mais de mil léguas,
Para poder te encontrar.
Mas essa chuva não da tréguas,
E não faço ela parar.
Chove dia e noite.
A chuva me atormenta.
Me castiga com açoite,
E me tira a ferramenta.
Chove dia e noite.
Chove noite e dia.
Chove toda hora,
Meu Deus, como é fria!
Essa chuva me congela,
Essa chuva petrifica.
Aos olhos é até singela...
Mas pior do que está, não fica.
Me encharca de medo,
Afoga meu amor.
De Satanás, aí tem dedo.
Mas não é o maior temor.
Os relâmpagos me acertam,
Os raios me paralisam.
As vezes, até me matam,
Outras só me petrificam.
Olho para o céu pedido luz,
E imploro por socorro.
De um sábio de capuz,
Recebo um esporro.
A luz é interna,
Não há do que temer.
Pois até em uma caverna,
De frio posso tremer.
Então deixa chover!
Não vou me afogar.
Nesse mar de sentimentos,
Terei que navegar.
Thoughts
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PermalinkLindo seu poema, trazendo a chuva como : O mar de sentimentos e toda a tormenta psicológica que temos que suportar pra sermos melhores como Seres humanos .
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PermalinkMe encantou essa volta de "me castiga com açoite" até "A luz é interna". Reconheço essa progressão, o momento em que você para de lutar e deixa ser.
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PermalinkEsse "Então deixa chover" é tão libertador cara, tipo você descobriu que o inimigo todo esse tempo era tentar controlar.
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Permalink"Petrifica" é genial demais, tipo a chuva te vira pedra mesmo. Não é só sentimento mais, virou forma, estrutura.
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