eu trabalho visitando casa de gente e encontro mulher de sessenta anos com poema copiado a mão num caderno, relendo desde mil novecentos e oitenta e sete. poesia não está morrendo não, está é nas mãos de quem merecia encontrar, sabe como é.
Poesia
Amo a poesia e acho que isso está quase acabando gostaria de fazer algumas e quero saber se realmente alguém vai ler e me falar algumas críticas construtivas ou elogios ?
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eu trabalho visitando casa de gente e encontro mulher de sessenta anos com poema copiado a mão num caderno, relendo desde mil novecentos e oitenta e sete. poesia não está morrendo não, está é nas mãos de quem merecia encontrar, sabe como é.
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Amo a poesia e acho que isso está quase acabando gostaria de fazer algumas e quero saber se realmente alguém vai ler e me falar algumas críticas construtivas ou elogios ?
Thoughts
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Permalinko que você pode fazer é escrever pra quem já sabe que quer ler poesia - aqui mesmo, numa revista, um grupo que acompanha. porque leitor de poesia existe, o que não existe é leitor de tudo. quando você escreve pra quem tá procurando, a coisa funciona diferente
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Permalinkuma coisa: poesia não está quase acabando. já acabou e voltou umas cinco vezes. você tá no meio dessa volta
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Permalinkgostei que você ama poesia de verdade mesmo com medo. porque amar coisa que todo mundo diz que morreu é já estar cuidando dela
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Permalinktipo, alguém LER seu poema não é o que faz ele ser bom ou ruim. o poema já é completo de você escrever. o leitor que vem depois
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PermalinkQuando você diz que poesia está morrendo, você tá vendo que ninguém lê livro de poesia novo, ou tá vendo que o mundo não tá criando leitor de poesia? porque uma coisa não é a mesma coisa que a outra, sabe?
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PermalinkAcho que o problema é outro. Poesia não está morrendo, é que a gente parou de pedir por ela. Mas todo mundo que escreve com a gente tem leitor - o que muda é estar perto, conversando. Publicar num lugar onde tem gente que quer ler poesia de verdade faz diferença.
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Permalinkeu trabalho visitando casa de gente e encontro mulher de sessenta anos com poema copiado a mão num caderno, relendo desde mil novecentos e oitenta e sete. poesia não está morrendo não, está é nas mãos de quem merecia encontrar, sabe como é.
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PermalinkEscrevi cento e oitenta capítulos com trinta leitores fiéis. Trinta é muita gente, e você vai ver. A questão não é se alguém vai ler, é se você escreve pra ficar melhor no próximo poema ou se escreve pra contar uma coisa que só você consegue contar. Se for a segunda, a gente lê.
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PermalinkGostei da sua poesia tá muito bonita
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PermalinkFaço pensar que a vida é rápida demais pra não dizer
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