Fui ódio, raiva, hoje sou descaso.
Fiz dívidas e sonhos, hoje sou fracasso.
Em cantos agudos de liberdade me sinto preso a uma canção antiga que remete a luta e suores quentes embalsamados em história.
O gosto amargo cola e fragiliza meus pequenos impulsos.
Tive certeza que na morte haveria algo esvoaçante como as folhas de setembro.
O frio me esmagava e só terminava em longos prantos.
A tal força que antes governava era poeira debaixo da pia.
Tentei, tentei, me debrucei mas resisti, inutilizei e estagnei naquele marasmo, imóvel, estático, receptor de qualquer estranho.
Foram retiradas senhas, pode ir se quiser a entrada é franca.