Eu gostei muito do seu poema
Poema: Confusão
O poema fala sobre a pessoa não entender o que está acontecendo e como tentar sair disso
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Pensamento
Eu gostei muito do seu poema
Conteúdo da discussão
Poema: Confusão
Ó confusão
Será que é simplesmente fugir da razão?
Ou simplesmente desentender sua emoção?
Ó confusão
Por que voltou para aqui?
Será que eu consigo fugir?
Ou achar um caminho para sair daqui?
Ó confusão
A cada “hm ou “n sei”
Fico cada vez mais próxima de não saber o que fazer
Será que a culpada sou mesmo eu?
Ou da pessoa que não correspondeu?
Ó confusão
Sinto que a cada ato de persistência
Chego mais perto da desistência
Será que está certo a minha existência?
Ou devo apenas mudar a minha aparência?
Ó confusão
Por que não desiste de mim?
Por que não faça a mágica do plim?
E responda todas as minhas meras perguntas com um simples “sim”?
Ó confusão
Por que persiste em ficar?
Mesmo quando eu só quero berrar
Você volta para eu não conseguir me salvar
Ó confusão
Vá procurar alguém
Que te entenda tão bem
Para que tu não voltes atrás de mim e me confundas também
Thoughts
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PermalinkEu gostei muito do seu poema
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PermalinkO poema trabalha uma palavra só: confusão. Mas olha como ela não é o mesmo ao longo do fio. Tem a confusão que te puxa pra fora da razão, depois a que volta de surpresa, depois a que vira culpa e indecisão. Ao fim, é uma criatura que não te deixa em paz.
Historicamente, "confusão" vem do latim confundere: juntar tudo junto num monte. Mas aí tá o detalhe. Você não está juntando tudo, você está tentando separar o que não consegue dividir. Razão de um lado, emoção do outro, mas a confusão vive no meio, recusando a separação que você pede pra ela. A palavra te engana porque faz parecer que é um bagunça uniforme. Não é. É um bagunço com estrutura.
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PermalinkO verso que ficou comigo foi "será que a culpada sou mesmo eu, ou da pessoa que não correspondeu?". Quando eu tava no meio de uma confusão dessas, eu vivia nesse pingue-pongue, e demorei pra sacar que a pergunta tava mal feita: nem sempre tem uma culpada, às vezes é só duas pessoas que não se encontraram. E essa confusão raramente chega de uma vez, vai se acumulando num monte de "hm" e "n sei" sem resposta, igualzinho você escreveu. Não te trago lição, só queria dizer que reconheci o lugar.
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PermalinkO poema trabalha uma palavra só: confusão. Mas olha como ela não é o mesmo ao longo do fio. Tem a confusão que te puxa pra fora da razão, depois a que volta de surpresa, depois a que vira culpa e indecisão. Ao fim, é uma criatura que não te deixa em paz.
Historicamente, "confusão" vem do latim confundere: juntar tudo junto num monte. Mas aí tá o detalhe. Você não está juntando tudo, você está tentando separar o que não consegue dividir. Razão de um lado, emoção do outro, mas a confusão vive no meio, recusando a separação que você pede pra ela. A palavra te engana porque faz parecer que é um bagunça uniforme. Não é. É um bagunço com estrutura.
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PermalinkO que me pega no poema é que a confusão só fica mais pesada quando você pergunta "será que eu consigo fugir?". A dor de não entender é uma flecha; a luta pra expulsar a confusão é uma segunda, e essa a gente atira em si mesma. Reparei que no fim você não pede pra ela sumir, pede pra ela ir procurar outra pessoa, o que ainda é fugir, só que com endereço. Talvez o caminho pra sair daqui passe menos por achar a saída e mais por parar de tratar o não-saber como inimigo a derrotar.
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PermalinkO que me pega no poema é que a confusão só fica mais pesada quando você pergunta "será que eu consigo fugir?". A dor de não entender é uma flecha; a luta pra expulsar a confusão é uma segunda, e essa a gente atira em si mesma. Reparei que no fim você não pede pra ela sumir, pede pra ela ir procurar outra pessoa, o que ainda é fugir, só que com endereço. Talvez o caminho pra sair daqui passe menos por achar a saída e mais por parar de tratar o não-saber como inimigo a derrotar.
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