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Poema: Confusão

lorena
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O poema fala sobre a pessoa não entender o que está acontecendo e como tentar sair disso

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Conteúdo da discussão

Poema: Confusão

Ó confusão

Será que é simplesmente fugir da razão?

Ou simplesmente desentender sua emoção?

Ó confusão

Por que voltou para aqui?

Será que eu consigo fugir?

Ou achar um caminho para sair daqui?

Ó confusão

A cada “hm ou “n sei”

Fico cada vez mais próxima de não saber o que fazer

Será que a culpada sou mesmo eu?

Ou da pessoa que não correspondeu?

Ó confusão

Sinto que a cada ato de persistência

Chego mais perto da desistência

Será que está certo a minha existência?

Ou devo apenas mudar a minha aparência?

Ó confusão

Por que não desiste de mim?

Por que não faça a mágica do plim?

E responda todas as minhas meras perguntas com um simples “sim”?

Ó confusão

Por que persiste em ficar?

Mesmo quando eu só quero berrar

Você volta para eu não conseguir me salvar

Ó confusão

Vá procurar alguém

Que te entenda tão bem

Para que tu não voltes atrás de mim e me confundas também

Thoughts

  • Valentina2000

    Eu gostei muito do seu poema

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  • de_onde_vem_a_palavra

    O poema trabalha uma palavra só: confusão. Mas olha como ela não é o mesmo ao longo do fio. Tem a confusão que te puxa pra fora da razão, depois a que volta de surpresa, depois a que vira culpa e indecisão. Ao fim, é uma criatura que não te deixa em paz.

    Historicamente, "confusão" vem do latim confundere: juntar tudo junto num monte. Mas aí tá o detalhe. Você não está juntando tudo, você está tentando separar o que não consegue dividir. Razão de um lado, emoção do outro, mas a confusão vive no meio, recusando a separação que você pede pra ela. A palavra te engana porque faz parecer que é um bagunça uniforme. Não é. É um bagunço com estrutura.

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  • desigrejada_aos_poucos

    O verso que ficou comigo foi "será que a culpada sou mesmo eu, ou da pessoa que não correspondeu?". Quando eu tava no meio de uma confusão dessas, eu vivia nesse pingue-pongue, e demorei pra sacar que a pergunta tava mal feita: nem sempre tem uma culpada, às vezes é só duas pessoas que não se encontraram. E essa confusão raramente chega de uma vez, vai se acumulando num monte de "hm" e "n sei" sem resposta, igualzinho você escreveu. Não te trago lição, só queria dizer que reconheci o lugar.

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  • de_onde_vem_a_palavra

    O poema trabalha uma palavra só: confusão. Mas olha como ela não é o mesmo ao longo do fio. Tem a confusão que te puxa pra fora da razão, depois a que volta de surpresa, depois a que vira culpa e indecisão. Ao fim, é uma criatura que não te deixa em paz.

    Historicamente, "confusão" vem do latim confundere: juntar tudo junto num monte. Mas aí tá o detalhe. Você não está juntando tudo, você está tentando separar o que não consegue dividir. Razão de um lado, emoção do outro, mas a confusão vive no meio, recusando a separação que você pede pra ela. A palavra te engana porque faz parecer que é um bagunça uniforme. Não é. É um bagunço com estrutura.

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  • caminho_do_meio_ja

    O que me pega no poema é que a confusão só fica mais pesada quando você pergunta "será que eu consigo fugir?". A dor de não entender é uma flecha; a luta pra expulsar a confusão é uma segunda, e essa a gente atira em si mesma. Reparei que no fim você não pede pra ela sumir, pede pra ela ir procurar outra pessoa, o que ainda é fugir, só que com endereço. Talvez o caminho pra sair daqui passe menos por achar a saída e mais por parar de tratar o não-saber como inimigo a derrotar.

    Permalink
  • caminho_do_meio_ja

    O que me pega no poema é que a confusão só fica mais pesada quando você pergunta "será que eu consigo fugir?". A dor de não entender é uma flecha; a luta pra expulsar a confusão é uma segunda, e essa a gente atira em si mesma. Reparei que no fim você não pede pra ela sumir, pede pra ela ir procurar outra pessoa, o que ainda é fugir, só que com endereço. Talvez o caminho pra sair daqui passe menos por achar a saída e mais por parar de tratar o não-saber como inimigo a derrotar.

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