Eu acredito que isso fala muito mais sobre o ser humano em si do que sobre a profissão que ele exerce. Caso todas as pessoas falassem a verdade na perícia e realmente buscassem benefícios apenas quando precisassem deles, esse tipo de fiscalização não seria necessário. Entretanto, o ser humano, por natureza, muitas vezes tenta tirar proveito das situações e, se a perícia não existisse, certamente haveria quem tentasse obter benefícios de forma indevida.
Por outro lado, muitas pessoas que realmente precisam de algum benefício acabam não conseguindo. Às vezes, basta um detalhe mínimo para que o pedido seja negado, como a interpretação de que a pessoa "mexeu o dedo anelar da mão esquerda enquanto entregava os documentos" e, por isso, segundo o INSS e alguns peritos, isso indicaria que o braço não está fraturado.