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OS MISTÉRIOS DO ACASO 2º Capítulo

Pietrodeluccapoeta777
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OS MISTÉRIOS DO ACASO

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Pietrodeluccapoeta777

A Helena Dolly entrou no mundo do Narciso como um meteoro, de Poeta ele passou a ser um super-poeta. Um amor assim, fora do normal e da curva. Só acompanhando os capítulos para vocês sentirem o poder de uma paixão 😍

A Helena Dolly entrou no mundo do Narciso como um meteoro, de Poeta ele passou a ser um super-poeta. Um amor assim, fora do normal e da curva. Só acompanhando os capítulos para vocês sentirem o poder de uma paixão 😍

Conteúdo da publicação

OS MISTÉRIOS DO ACASO

Capítulo 2:

O Despertar do Fogo e as Linhas Invisíveis

"Psiu, psiu..." — o som, suave como o farfalhar de folhas ao vento, mas cortante como um raio, ecoou nos ouvidos de Narciso, O Poeta. No primeiro instante, ele hesitou. Será que é comigo?, pensou, contendo o impulso de se virar abruptamente. Deu mais alguns passos à frente, fingindo uma indiferença que estava longe de sentir, e arriscou aquela estratégica e minuciosa olhadinha de rabo de olho. Foi o suficiente para o mundo sair do eixo. Lá estavam eles: aqueles olhos negros, profundos como duas noites de lua nova, emoldurando a pele morena, reluzente e impecável daquela linda mulher que, com um aceno sutil e um sorriso enigmático nos lábios, o chamava para o desconhecido. Ela era a definição exata de Helena Dolly.

Naquele momento preciso, imaginem um bloco de neve maciço exposto em dia de sol. Foi exatamente assim, de forma avassaladora e sem defesas, que Narciso se sentiu por dentro: derretendo, desarmado, totalmente rendido ao magnetismo que emanava daquela presença. Mas, como um bom cavalheiro e portador dos manuais da elegância, o Poeta manteve a postura externa, o queixo erguido e o caminhar firme. Não podia entregar o jogo de imediato, embora suas estruturas já estivessem abaladas.

Helena Dolly, desde aquele primeiríssimo dia, deixou claro que não era uma mulher comum. Ela exalava a maturidade, a sabedoria e o controle de quem sabe perfeitamente o poder que carrega na pele e no olhar. A sua forma de provocá-lo era uma arte refinada: insinuava-se de maneira sutil, sem fazer alarde, sem exposições desnecessárias ou escândalos na passarela da vida. No entanto, aquela calmaria externa causava uma verdadeira revolução de sentimentos, um terremoto de alta magnitude no íntimo de Narciso.

Como se fosse um garoto inexperiente vivenciando o primeiro amor do colégio, o Poeta sentia aquele affair queimar o peito. O momento parecia incendiar cada uma de suas células, como se suas emoções fossem palha seca recebendo uma faísca de fogo vivo. Mas Narciso, guiado pela paixão que transbordava de sua alma lírica, era afoito, apressado. Carregava uma ansiedade quase juvenil, uma urgência de quem quer abraçar o mundo e parar o tempo de uma só vez. Ele queria o fogo alto, a entrega imediata, o grito do romance para quem quisesse ouvir.

Contudo, o que a misteriosa Helena Dolly pedia em silêncio — e muitas vezes através de olhares firmes — era cautela, discrição absoluta e nenhuma exposição pública. E o Poeta lá queria saber de cautela? A sua mente fervilhava com o desejo latente de engatar logo um romance definitivo, o mais breve possível, quebrando todas as barreiras sociais. Mas o destino, com os seus caprichos, não permitiu atalhos fáceis. Muito pelo contrário: o romance entre Narciso e Helena foi criando suas próprias etapas, degrau por degrau, forjado no calor da paciência. Rolou muito papo inteligente, muita poesia recitada ao pé do ouvido e longas conversas nas sombras das tardes, até que a admiração mútua estivesse sólida.

Só então veio o primeiro beijo — um encontro de lábios que trouxe a certeza absoluta de que o sexo, a transa apoteótica que ambos desejavam, não seria um ato casual, mas sim o selo de um brinde divino para os dois. E de fato, quando aconteceu, foi uma celebração inesquecível da carne e do espírito.

Naquela atmosfera magnética, parecia que todas as "Tias" do destino haviam conspirado a favor do casal. O que se viu a partir dali foi um transbordar inato, uma explosão de empaTia, simpaTia e telepaTia conectando as essências de ambos. Eles se liam sem precisar de dicionários. Entre Narciso e sua musa, as únicas palavras proibidas e inexistentes eram a apatia e a antipatia. Tudo neles era vida, vibração e calor.

Havia, porém, uma névoa de mistério que rondava a formosa Helena. Ela era uma mulher comprometida, embora nunca tivesse declarado isso abertamente em palavras contratuais. O seu comportamento, as suas restrições e os seus silêncios indicavam que sim, que havia outro cenário em sua vida fora dali. Mas, ao mesmo tempo, aquele mesmo corpo que pedia discrição emitia um constante sinal verde para que o Poeta avançasse sem medo pelos seus territórios ocultos. Paulatinamente, os dois entraram numa sintonia tão perfeita, tão milimetricamente ajustada, que esse detalhe clandestino deu ainda mais vida e perigo ao romance.

Os Mistérios do Acaso começava a ganhar seus contornos mais belos: os poemas constantes, as trocas de mensagens veladas, o arrepio do toque escondido e, finalmente, o mais desejado de todos os momentos... o momento do amor puro, livre e sem amarras entre quatro paredes.

Aqueles encontros eram marcados por atos de puro fulgor. Narciso contava os giros dos ponteiros do relógio na parede do escritório, sofrendo a cada minuto, até baterem as ansiosamente aguardadas 18h. Com o banho tomado, o perfume marcante na pele, o expediente encerrado e a missão diária cumprida, era hora de trajar o figurino do Poeta e aguardar a sua Deusa. Quando o carro dele cortava as ruas da cidade no início da noite, o coração parecia querer saltar do peito.

A dinâmica deles exigia o protocolo de absoluto segredo. Narciso percebia o tamanho do sentimento de Helena, mas entendia que ela estava condicionada a uma situação que, se exposta, causaria embaraços gigantescos em sua vida familiar ou social. Ela tinha horários rígidos e inegociáveis para retornar para a sua casa. O ritual de despedida era quase poético, mas carregado de realidade: quando Narciso a deixava de carro, precisava estacionar o veículo a algumas ruas de distância da residência dela, observando-a caminhar sob a luz dos postes até sumir na penumbra.

Longe de trazer amargura, essa condição dava ao romance um sabor de fruto proibido, uma urgência que tornava cada abraço dentro do automóvel um evento de magnitude orbital.

Estar com Helena Dolly, mesmo diante de todas as restrições e correndo nas margens do perigo, era algo sublime para Narciso. Ele se sentia flutuando como um anjo acima das nuvens cinzentas do mundo comum. Em uma dessas saídas noturnas, onde os corpos relaxavam após a tempestade do prazer e a fluidez dos assuntos tomava conta do espaço, Helena olhou bem no fundo dos olhos de Narciso, tocou o seu rosto com uma delicadeza tocante e fez uma revelação que ecoaria para sempre na mente do escritor.

Com a voz mansa, meio que se desculpando pelas amarras do presente e se lamentando genuinamente por que o destino não permitira que eles se conhecessem antes, em outras primaveras da vida, ela confessou: Narciso era o primeiro "pretinho" com quem ela se relacionava na vida, e o havia amado demais, de uma forma que jamais imaginara ser capaz. Confessou que ele a fazia sentir algo totalmente inexplicável, uma mistura de orgulho, desejo e paz; que sentia um prazer visceral em simplesmente estar perto, respirar o mesmo ar e se aquecer no calor daquela presença afrodisíaca e imponente. Mas reforçou, com uma lágrima invisível na voz, que a realidade deles não podia ultrapassar os limites daqueles momentos roubados do tempo.

Para o Poeta, não importavam as regras, os horários ou o amanhã. Aquela confissão foi o batismo definitivo no "mundo black" de cumplicidade, orgulho e paixão que os envolvia. Mesmo sabendo que aquele improvisado e misterioso relacionamento andava na corda bamba, valia cada segundo, cada milímetro de pele tocada, cada verso soprado na nuca. Quando os dois se viam, o universo inteiro se resumia àquele instante.

Eles se entendiam e se perdoavam com um simples olhar, celebravam a cumplicidade com um singelo sorriso e, sem precisar de grandes promessas, selavam o próximo encontro com um simples, sussurrado e definitivo: "Sim".

E assim, sob as leis do imprevisto e o império do desejo, tudo começou…

Vocês nem imaginam

"O prazer nos consumia demasiadamente, mas a história de como tudo começou ainda estava bem viva na memória. O que teria desencadeado esse encontro de almas? Na próxima parte, voltaremos ao tempo em que o Poeta ainda não conhecia a musa, para entender como uma simples manhã de trabalho se transformou no destino que hoje chamamos de amor.”

Este capítulo é uma publicação oficial do Selo 444. Descubra os mistérios do acaso todas as quartas-feiras e aos sábados.

“Gostou deste capítulo? Deixe sua curtida no coraçãozinho abaixo — ela ajuda o algoritmo a entregar esta história para mais leitores!”

@PietrodeLuccaPoeta ✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

opoetalk520.substack.com

pietrodeluccapoetanarcisosilva.blogspot.com

O Autor.

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  • Pietrodeluccapoeta777

    A Helena Dolly entrou no mundo do Narciso como um meteoro, de Poeta ele passou a ser um super-poeta. Um amor assim, fora do normal e da curva. Só acompanhando os capítulos para vocês sentirem o poder de uma paixão 😍

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