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OS MISTÉRIOS DO ACASO 1º Capítulo

Pietrodeluccapoeta777
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OS MISTÉRIOS DO ACASO

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tmoreira93

Narciso já tinha encontrado Helena antes disso tudo, ou esse primeiro encontro dele foi mesmo como tá escrito aqui?

Narciso já tinha encontrado Helena antes disso tudo, ou esse primeiro encontro dele foi mesmo como tá escrito aqui?

Conteúdo da publicação

OS MISTÉRIOS DO ACASO

Capítulo 1:

Falar de Amor e os Encontros de Eras

Falar de amor é muito mais que ouvir a ecoante e por vezes confusa voz do coração. É muito mais que perseguir uma perfeição intangível criada pelos manuais ilusórios do romantismo comercial; falar de amor é, fundamentalmente, aceitar um dom sagrado e misterioso. No instante exato em que bati os olhos e conheci a charmosa, imponente e magnética Helena Dolly, o mundo ao redor pareceu silenciar para que um doce delírio se instalasse na minha mente. Foi um impacto efusivo, uma eletricidade tão visceral correndo pelas veias que as palavras comuns da literatura parecem falhar na tentativa de explicar o tamanho daquela paixão nascente.

Ali, sem nenhuma pretensiosidade, despido de qualquer tipo de expectativa ou esperança calculada, senti no íntimo que tudo entre nós poderia expandir, romper as barreiras do cotidiano e evoluir para um amor monumental.

A presença de Helena me fez crer, de imediato, que toda excentricidade humana tem a sua razão de beleza, sua pureza oculta. Ela era a expressão viva de uma púrpura proeza da natureza, uma sublime formosura que simbolizava a confiança e o destino. Olhando para ela, o Poeta soube, no silêncio do seu intelecto, que ela era a pretendida, a eleita para inaugurar uma nova era em sua escrita e em sua vida.

Os Mistérios do Acaso nasce assim: como um romance casual, porém profundamente planejado pelas linhas invisíveis do destino, regado a poemas e poesias que se fundem em uma única e contínua história de entrega. Na atualidade em que vivemos, escutar um verdadeiro e desarmado "Eu te amo" vindo da boca de um homem tornou-se um artigo de luxo, um fenômeno raro. Estamos sufocados por uma onda de machismo moderno, pela prepotência de muitos que carregam péssimos hábitos, costumes e tradições obsoletas. Homens que atravessam os tempos modernos agindo como se ainda estivessem nos tempos medievais, tratando o afeto como fraqueza e a posse como regra.

Mas, para a sorte dos românticos, ainda existem poucos e raros seres que insistem em carregar o estandarte do lirismo, o puro amor e a energia vibrante no coração. Refiro-me aqui aos poetas, aos artistas de alma e também àqueles que, mesmo não sendo artistas de profissão, são munidos de uma empatia genuína, de ternura, de sensibilidade e de muito amor para dar. Narciso, "O Poeta", pertence a essa linhagem em extinção. Ele não se limita a escrever e descrever o amor nas páginas frias de um caderno; ele fala na lata, olhando nos olhos, que ama a ponto de venerar a sua amada. Mais do que falar, Narciso mostra o amor na prática cotidiana, no zelo, na presença e no toque.

Narciso e Helena Dolly protagonizam uma jornada que gira inteiramente em torno da essência viva das palavras. A poesia aqui não é apenas um adorno; é a ferramenta mística, o mapa do tesouro que os conduziu aos grandes e memoráveis encontros. O tema que os une é um verdadeiro complexo incógnito: o mistério do encontro — ou seria reencontro? — de duas almas que, mesmo antes de se conhecerem formalmente nesta vida, já compartilhavam a nítida e arrebatadora sensação de que já haviam vivido algo profundo em algum momento do passado, ou em outras eras esquecidas pelo tempo. Quando os seus caminhos se cruzaram, essa memória espiritual reavivou-se instantaneamente. Foi o reacender de uma chama antiga, dotada de um fulgor e de uma paixão tão sublimes que ambos, perplexos, mal podiam acreditar no que estava acontecendo. Cada minuto ao lado dela trazia uma verdadeira e inebriante sensação de eternidade.

Helena Dolly sempre foi uma mulher de rara beleza, daquelas que parecem esculpidas para serem admiradas e, precocemente, aprendeu o que significa ser muito amada. Com esse magnetismo, ela transformou-se na musa inspiradora de inúmeras poesias, geradas com o mais puro carinho por um homem que realmente soube decifrar os seus mistérios. A cada encontro entre o Poeta e a sua Musa, uma nova emoção se fixava na pele; era uma marca indelével na alma.

Cada gesto dela, cada fala pausada, ou até mesmo o simples ato de Narciso fechar os olhos e pensar em sua silhueta, era o suficiente para que a felicidade batesse à porta, sempre bem-vinda.

Para Narciso, Helena não era apenas uma mulher mortal; era venerada e reverenciada como uma Deusa. Mas entrar na sua casa sagrada — que é o seu corpo escultural e o seu coração blindado — não foi uma tarefa simples.

Exigiu paciência de artesão e a delicadeza de quem maneja um cristal valioso. Narciso, "o Poeta", vivia a flutuar nas metáforas da sedução, e numa dessas noites de pura conexão, enquanto os corpos ensaiavam a aproximação, ele sussurrou ao seu ouvido:

"Tenho que lavar minh'alma, meu amor. Preciso estar completamente diferente de tudo o que você já conheceu no mundo para ser inteiramente teu. Tenho que estar levitando bem suave, do jeitinho delicado que escrevo os meus versos, com a alma nua e o coração coberto de amor... E só então, adentrar suavemente em ti, sentindo o calor transbordante da sua essência, captando dentro de mim o perfume misterioso da mulher soberana que habita em ti."

Como um balão dirigível que flutua imponente e sem pressa pelos céus, Narciso sonhava acordado com a possibilidade de sobrevoar aquele lindo corpo de curvas perfeitas, sempre à procura da essência de um tesouro escondido. Havia uma decência, uma cadência quase musical naquele sublime e divino amor. Helena Dolly é, sem sombra de dúvidas, a apoteose da formosura.

Sabendo disso, o Poeta não economizava o seu vocabulário e nem as suas energias; gastava as suas reservas sem medo. Podia estar caindo a mais forte chuva, podiam estar em qualquer lugar do planeta, que ele fazia questão absoluta de percorrer, com a ponta dos dedos e o calor dos lábios, cada canto existente do conjunto da obra daquela mulher. Na vossa essência mais profunda, nos momentos em que a poesia dava lugar ao toque ardente, o néctar mais puro e o leite divino foram encontrados e celebrados naqueles instantes de indescritível prazer orbital.

Depois de tanto insistir, de provar tamanha fidelidade e de demonstrar que o seu interesse ia muito além do horizonte comum, lá estava o Poeta, entregue ao seu destino. Fazendo amor com um zelo quase religioso, livre de todas as pressões cotidianas ou das prisões amorosas de antigos afagos que o passado tentara impor. O que eles viviam era, na verdade, uma sobrevivente e vitoriosa paixão operando num mistério indescritível. Sob o brilho cúmplice da noite, a única certeza que ambos carregavam no peito era a de que, sem o amor, nenhum deles ficaria completo. Munido de uma caneta invisível feita de pele humana e desejo, o poeta assinaria o seu nome para sempre na essência de Helena Dolly, rubricando uma palavra eterna de amor e posse no interior do seu coração.

Este é um lindo romance, construído tijolo por tijolo, verso por verso, para celebrar um benfazejo amor nascido sob a luz divina da poesia. Querer bem a uma mulher, respeitá-la e cultuá-la é seguir à risca os mandamentos mais puros de uma sublime paixão. Trata-se de ditar e praticar os principais valores masculinos para glaciar uma musa, envolvendo-a e entretendo-a nos diversos e complexos versos da vida. Um homem e uma mulher devem sempre manter, proteger e honrar o significado real da palavra amor. Afinal, em nossa sociedade atual, esse sentimento tornou-se raro; vivemos em um mundo de nuvens esparsas, onde muitos parecem perdidos, confusos e incapazes de se entregar.

Cultivar o afeto sincero é o único tiro que acerta em cheio a alma. Quando permitimos que isso aconteça, os raios de sol e as flores ganham passe livre para florescer em nosso jardim particular. E é entre as rosas perfumadas e os jasmins da noite que o Poeta clama: quero ter você inteiramente para mim. Ainda existem poucos e raros que carregam o verdadeiro romantismo no coração, e esta obra é o testemunho vivo disso. Narciso, O Poeta, e Helena Dolly, a formosa exuberância em pele e osso, construíram uma linda história em torno de uma cumplicidade profunda que, inevitavelmente, virou uma grande e avassaladora paixão. Dela, extraíram as maiores experiências que o corpo e o espírito podem experimentar.

Os Mistérios do Acaso é um romance espetacular, um vislumbre de um casal que, guiado pelas forças invisíveis do universo, descobriu um prazer inexplicável, o despertar de uma chama tão forte, latente e magnética que os mantinha constantemente em ponto de fulgor, numa ternura voraz que consumia as horas. Um sentimento tão sublime que jamais será esque-cido pelo tempo. O clima que este enredo deixa no ar são as mensagens de sabedoria e paixão transmitidas através dos textos poéticos gerados a cada nova inspiração, a cada lembrança da pele, a cada fala sussurrada ou até mesmo no simples e doce ato de pensar nela — na nossa Helena Dolly, que sempre foi, é e continuará sendo a nossa eterna e inesgotável fonte de inspiração.

E já que o nosso assunto principal aqui é a alta literatura, vale a pena "assuntar" e refletir sobre esse agente multiplicador cultural que, há milênios, transforma a humanidade: a escrita capaz de gerar um Livro! A literatura desenvolve, de forma notória e inquestionável, o conhecimento, a sensibilidade e o discernimento do ser humano. Ela desperta o intelecto individual, incita a coletividade e influencia de forma direta os rumos de uma sociedade. Como autor, aprendi a amar e a respeitar essa estrada bendita da escrita. É através dela que busco, todos os dias, novos horizontes para a minha alma.

A leitura atenta e apaixonada é a maneira mais prática e eficaz de exercitar o espírito para a construção da verdadeira poesia. Cada palavra escolhida pelo autor representa um tijolo sólido na estrutura do poema, e cada poesia terminada é uma Obra-Prima oferecida ao espírito do leitor que a recebe de coração aberto. A dedicação à palavra é, e sempre será, a maior lição cravada no peito de um escritor. Como bem diz um grande amigo:

"A cada amanhecer, respiro um novo ar, e a cada momento sou agraciado pela inspiração divina de uma nova poesia." Sejam bem-vindos aos mistérios que o acaso preparou para nós.

Obrigado por dedicar seu tempo às minhas palavras. Este espaço é mantido pela paixão daqueles que ainda acreditam no poder da escrita autêntica. Considere tornar-se um assinante — gratuito ou pago — para não perder nenhum capítulo dessa jornada. Vamos manter viva a chama da literatura. Todas as 4ª feiras e aos Sábados, haverá mais Mistérios a serem revelados!

"Se este texto tocou você, compartilhe com alguém que precise ler sobre resiliência e identidade hoje".

“Gostou deste capítulo? Deixe sua curtida no coraçãozinho abaixo — ela ajuda o algoritmo a entregar esta história para mais leitores!”

​@PietrodeLuccaPoeta ✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

Thoughts

  • vqueiroz90

    Helena Dolly parece a musa perfeita demais, tá me parecendo que algo vai dar errado depois. Narciso tá apostando tudo nela, é arriscado.

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  • tresPaginas

    tu tá falando de reencarnação aí, de duas almas que já se conheciam noutro tempo? fui dormir na terceira página lendo mas quero voltar pra esse parte

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  • tmoreira93

    Narciso já tinha encontrado Helena antes disso tudo, ou esse primeiro encontro dele foi mesmo como tá escrito aqui?

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  • sofadasala

    Narciso é o tipo de homem que a gente passa a vida inteira procurando no sofá enquanto vê novela, é isso?

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  • paginadobrada

    Gostei dessa parte de ele ter paciência de artesão com ela, de entrar devagar. É lindo demais.

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  • oitoemponto

    Tem uma beleza nisso de escrever tanto sobre alguém, sobre esse tipo de amor que você quer provar com cada gesto. Diferente do que vejo por aí.

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  • meioCapitulo

    lendo no busão e agora tô na fila do RU pensando em Narciso sussurrando coisas pro ouvido de Helena, que criatura

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  • marcao77

    Encontro assim de duas almas que se reconhecem no primeiro olhar, é coisa que a gente lê mas não acredita que existe de verdade? Ou tá tudo aqui no livro mesmo?

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  • Pietrodeluccapoeta777

    Aqui foi onde tudo começou, foi um amor instantâneo que ultrapassou os muros da paixão 😍 o Narciso à amou desde o primeiro dia.

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