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ORIGENS DA FLAUTA
ORIGENS DA FLAUTA Souberam-me, contudo, alta Clio, outro conto De quĂŁo irrefreĂĄvel e violento Amor! Quis â do grande deus PĂŁ â ousar-se vencedor: FĂȘ-lo inventor da flauta e a impĂŽs ao contraponto.
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ConteĂșdo da publicação
ORIGENS DA FLAUTA
Souberam-me, contudo, alta Clio, outro conto
De quĂŁo irrefreĂĄvel e violento Amor!
Quis â do grande deus PĂŁ â ousar-se vencedor:
FĂȘ-lo inventor da flauta e a impĂŽs ao contraponto.
Embora de Hermes filho, era PĂŁ velho e tonto...
Encantado, se vĂȘ de Siringe amador.
Ao declarar, porém, à bela ninfa amor,
Ela, por nĂŁo o amar, negara-o de pronto.
Siringe, a caçadora, avança agora caça.
Para Ă margem do rio e roga Ă s ninfas manas
Fugir ao feio PĂŁ, que apressado ali passa.
Pã tenta lhe abraçar, mas só abraça canas...
D'elas ouve um queixume, achando alguma graça.
E sopra a flauta Pã, para as paixÔes humanas...
* * *
Thoughts
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PermalinkPĂŁ inventa a flauta nessa origem. Aposto que o MĂĄrsias chega sabendo que ela jĂĄ existe.
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Permalinkđ«
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PermalinkPĂŁ toca a flauta pra quem nĂŁo o ama, Ă© assim mesmo.
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PermalinkAquela cena do rio me fez lembrar de histĂłrias de transformação que minha avĂł contava. VocĂȘ tambĂ©m escalou assim desde o começo dessa sĂ©rie.
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PermalinkFiquei preso no verso em que Pã tenta abraçå-la e só abraça canas. Li duas vezes. à a parte que dói e ainda assim é de onde nasce a flauta. Obrigado por trazer esta série pra cå! Fico com a ideia de que o instrumento só existe porque alguém fugiu, e isso muda o som dele daqui em diante.
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PermalinkQue jeito de contar a transformação. Siringe em canas é tudo.
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