O que é essa ligação tão rara
que faz querer ficar,
permanecer,
mesmo quando a vida insiste em colocar distância?
O que é esse abraço único
que, em uma única noite,
pareceu guardar um lugar
que eu nem sabia que procurava?
Foi um olhar.
Um aperto de mão.
Poucas palavras,
mas alguma coisa ficou.
Talvez existam encontros
que não precisam de tempo
para se tornarem importantes.
Talvez algumas almas
se reconheçam no silêncio,
antes mesmo que o coração
entenda o motivo.
E talvez seja isso:
não saber explicar
por que alguém chega
e, de repente,
desperta em nós
uma vontade bonita de ficar.
Porque há encontros que passam.
E há aqueles
que, mesmo depois da despedida,
continuam morando
em algum lugar dentro da gente.