Das quimeras que colhi pelo mundo,
faço a rima cujo verso conjuro.
Quando compondo sob um céu profundo
urdindo a trama da qual não perjuro.
A prosopopeia onde mergulho fundo,
anima os fantasmas deste monturo.
No efêmero fluxo que é oriundo
do jorro da pena ao qual me aventuro.
Quando os recursos se fazem precários,
a regra da musa se faz reciclar:
de um guardanapo faço meu papel!
Em meio a egrégoras e bestiários
regurgito tudo nas mesas de um bar,
da saga boemia à qual sou menestrel!