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o menestrel

paladino

Conteúdo da publicação

Das quimeras que colhi pelo mundo,

faço a rima cujo verso conjuro.

Quando compondo sob um céu profundo

urdindo a trama da qual não perjuro.

A prosopopeia onde mergulho fundo,

anima os fantasmas deste monturo.

No efêmero fluxo que é oriundo

do jorro da pena ao qual me aventuro.

Quando os recursos se fazem precários,

a regra da musa se faz reciclar:

de um guardanapo faço meu papel!

Em meio a egrégoras e bestiários

regurgito tudo nas mesas de um bar,

da saga boemia à qual sou menestrel!

Thoughts

  • LeandroPocas

    Papel de bar é o melhor que há, desde que ninguém limpe a boca ao soneto antes de ele chegar a casa.

    Permalink
  • selicAlta

    Precisei procurar o que era egrégora e perjuro, kkk. Esse soneto saiu mesmo de um guardanapo de bar ou foi passado a limpo depois?

    Permalink

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Das quimeras que colhi pelo mundo,

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