Aquele 'quando duas almas se encontram de verdade', tipo, como é que a gente sabe?
O livro dos Sonhos
Capítulo 4
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Pensamento
Aquele 'quando duas almas se encontram de verdade', tipo, como é que a gente sabe?
Conteúdo da publicação
Capítulo 3 - As Estações do Amor
Eles caminhavam como quem não tinha pressa de chegar. Não porque o destino não importasse, mas porque, quando duas almas se encontram de verdade, até o tempo aprende a andar mais devagar.
Havia uma linguagem silenciosa entre os dois. Um olhar que dizia mais do que qualquer palavra poderia explicar. Um sorriso discreto. A promessa de um amanhã desenhada nos olhos de quem acreditava que o amor era suficiente para vencer o mundo.
Talvez seja assim mesmo que o amor comece. Não com grandes declarações, mas com pequenos instantes capazes de fazer o universo inteiro caber dentro de um único olhar. O coração cria planos antes mesmo que a razão consiga compreendê-los.
Tudo parece eterno.
Tudo parece possível.
Enquanto observava aquele jovem casal voltando para casa, vi minha própria história atravessar meus pensamentos como páginas levadas pelo vento. Cada rosto que um dia amei voltou por alguns instantes. Não para despertar saudade, mas para lembrar que nenhuma história de amor passa por nós sem deixar uma marca.
A primeira chegou com a leveza da juventude. Ainda consigo ver aquele vestido rodado, em tom roxo, dançando com o vento, enquanto o batom parecia ter sido escolhido para combinar com a alegria que ela carregava no rosto.
Naquele instante, descobri que algumas pessoas entram na nossa vida como a primavera. Florescem sem pedir licença e fazem a gente acreditar que o mundo sempre foi bonito, mesmo quando nunca havíamos percebido isso.
Depois veio um amor diferente. Um amor que me ensinou que existem formas de ouvir que não dependem dos ouvidos. O silêncio deixou de ser ausência e se tornou linguagem.
Descobri que o carinho mora nos gestos. Que um toque pode dizer: "Eu estou aqui." Que um olhar pode abraçar uma alma inteira sem pronunciar uma única palavra.
Ela enxergava o mundo por outra janela e, por algum tempo, tive o privilégio de contemplar essa paisagem ao seu lado.
Mais tarde, encontrei um amor amadurecido pelo tempo. Havia força onde antes eu via apenas delicadeza. Havia coragem escondida nas cicatrizes de quem já havia enfrentado muitas tempestades.
Não era um amor impulsivo como o primeiro, nem silencioso como o segundo. Era um amor que carregava experiência, firmeza e humanidade.
Com ela, compreendi que amadurecer também é uma forma de amar.
As histórias terminaram.
Algumas partiram em silêncio.
Outras deixaram perguntas sem resposta.
Todas deixaram sementes.
Hoje entendo que amar nunca foi sobre possuir alguém. Amar sempre foi permitir que outra pessoa transformasse a paisagem da nossa alma.
Algumas pessoas permanecerão para sempre dentro de nós.
Outras serão apenas uma estação.
Mas todas, sem exceção, deixam algo florescer.
A esperança é como a água que desce silenciosamente até as raízes de uma árvore. Ninguém vê seu caminho, mas é ela que sustenta a vida quando as folhas caem.
Assim também é o amor.
Mesmo depois das despedidas, ele continua alimentando aquilo que existe de mais bonito dentro de nós.
Talvez seja por isso que eu ainda acredite no amor. Não porque todas as histórias terminem felizes, mas porque todas, de alguma forma, nos ensinam a viver.
Cada encontro nos transforma.
Cada despedida nos amadurece.
Cada lágrima rega uma nova esperança.
E, enquanto houver vida, sempre existirá espaço para um novo amanhecer.
Um novo olhar.
Um novo encontro de duas almas que, sem perceber, voltarão a acreditar que o amor ainda é o lugar mais bonito onde um coração pode descansar.
Thoughts
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PermalinkQue leveza essa leitura tem... tipo aquele feeling de criança que ainda acredita que dá certo
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Permalink'Cada encontro nos transforma', é verdade, mas custa caro descobrir isso depois
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PermalinkA gente sai daqui acreditando que o amor transforma. Aí na vida real faz sentido ou é só teoria?
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PermalinkAquela parte de 'amadurecer também é uma forma de amar', pronto, guardei essa
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PermalinkPessoas que entram na vida 'como a primavera', vê muito disso acontecer ou é raro demais?
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PermalinkTudo isso sobre amor que transforma a gente, sim 💛
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PermalinkEssa reflexão sobre os amores que passam... enterrei essa leitura num cantinho da cabeça
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PermalinkAquele 'quando duas almas se encontram de verdade', tipo, como é que a gente sabe?
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