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O FESTIVAL DO NOSSO AMOR

guimaraes
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O FESTIVAL DO NOSSO AMOR

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Conteúdo da publicação

Um poema de amor, coragem e eternidade

À beira do mar, onde o céu beija as águas,
ela preparou uma festa para o seu grande amor.
Não queria apenas música, flores e estrelas,
queria transformar em lembrança
tudo aquilo que o coração não consegue explicar.

Ela amava o marido como quem ama o próprio amanhecer,
como quem encontra no mesmo abraço
um lugar para descansar depois de toda tempestade.
E, mesmo quando a vida lhe trouxe uma notícia dolorosa,
um câncer silencioso que lhe roubava forças,
ela não deixou que a doença roubasse seu amor.

Então criou aquele festival.

Na areia, sob a luz da lua,
cada detalhe carregava uma história dos dois.
As luzes brilhavam como pequenas estrelas,
a música atravessava a noite
e o mar parecia compreender aquele sentimento.

Ela olhou para o marido
e sorriu com os olhos cheios d'água.

— Este festival é para você.

E naquele instante,
não existia doença, medo ou tristeza.
Existiam apenas os dois,
o som das ondas
e um amor maior que qualquer palavra.

Ela dançou lentamente em seus braços,
como se quisesse guardar para sempre
o calor daquele abraço.

E disse:

“Se algum dia minhas mãos estiverem cansadas,
lembre-se de que foram elas
que um dia seguraram as suas
com toda a força que existia em mim.

Se algum dia minha voz silenciar,
escute o mar.
Ele vai contar por mim
quantas vezes eu disse que te amava.

E se algum dia a saudade apertar seu peito,
olhe para as estrelas.
Talvez uma delas carregue
um pedaço do meu sorriso.”

O marido chorou.

Ela também.

Mas naquele momento não eram lágrimas de tristeza.
Eram lágrimas de quem descobriu
que existe um amor tão profundo
que nem mesmo o tempo consegue destruir.

A noite continuou.

As pessoas dançavam,
as luzes refletiam no oceano
e o vento carregava pelo céu
aquela promessa silenciosa:

“Enquanto houver memória, haverá nós.”

Ela sabia que a vida podia ser breve,
mas também sabia que o amor
não se mede pelos anos que permanecemos juntos.

Mede-se pelos momentos
que fazem a alma querer viver para sempre.

E aquela praia se tornou testemunha
do mais bonito capítulo da vida deles.

Porque aquele festival não era apenas uma festa.

Era uma declaração.

Era um “eu te amo” escrito na areia,
iluminado pela lua
e guardado pelo mar.

Era uma mulher dizendo ao homem que amava:

“Meu amor, talvez eu não possa escolher
quanto tempo a vida vai me dar,
mas posso escolher como vou amar você
em cada segundo que ainda tenho.”

E ele a abraçou.

Sem palavras.

Porque naquele abraço
cabia tudo:

o primeiro encontro,
os sonhos,
as noites juntos,
as dificuldades,
as risadas,
as lágrimas
e todos os “eu te amo”
que um dia disseram um ao outro.

Quando o sol começou a nascer,
o festival chegou ao fim.

Mas o amor não.

As últimas luzes se apagaram,
a música silenciou
e as pegadas deles ficaram marcadas na areia.

O mar veio devagar
e levou aquelas marcas consigo.

Mas não levou a história.

Porque algumas histórias não desaparecem.

Elas vivem no coração.

E talvez seja esse o maior milagre do amor:

o corpo pode adoecer,
o tempo pode passar,
a noite pode terminar,
mas quando duas almas verdadeiramente se amam,
o sentimento permanece.

Naquela manhã, diante do mar,
ela encostou a cabeça no peito dele
e fechou os olhos.

E, por um instante,
tudo pareceu eterno.

O festival havia terminado.

Mas o amor deles...

esse continuaria para sempre.


O FESTIVAL DO NOSSO AMOR

Autor: João Guilherme
Engenheiro Beltrão – Paraná

Thoughts

  • romanceNasCostas

    Véi, ela inverteu tudo: em vez de esperar cuidado, monta a festa pra ele. Esse é o tipo de história de amor que eu releio sem cansar 💛

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