Frenético, andeja pela rua
Com destino incerto e sem norte.
Absorto em sua própria sorte,
Ri do abandono e mira a lua
Que lhe envolve e embevece
No desatino da solidão,
Ao buscar um abrigo, em vão,
No aconchego que o esquece.
Pelas sendas do caminho
Vão transeuntes a seus lares
Oriundos de todos os lugares.
Enquanto caminha sozinho,
Trôpego e descalço, o desvalido
Sem ter sequer o que comer,
Preocupa-se só em esquecer
Que o seu existir é tão dorido.